
A China está próxima de concluir a colheita dos grãos de verão e caminha para registrar uma safra recorde em 2026. De acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais do país, mais de 90% da área cultivada já foi colhida, consolidando um desempenho acima das expectativas e fortalecendo a segurança alimentar da maior nação consumidora de grãos do mundo.
Segundo o governo chinês, os resultados da primeira safra do ano criam uma base sólida para a produção agrícola de 2026. O avanço da colheita confirma a estabilidade da área plantada e o aumento da produtividade nas principais regiões produtoras, fatores que sustentam a perspectiva de uma colheita histórica.
O ministério destacou que as condições climáticas desempenharam papel fundamental no desenvolvimento das lavouras. A combinação equilibrada de temperaturas favoráveis, boa incidência de luz solar e chuvas adequadas ao longo do ciclo proporcionou um ambiente ideal para o crescimento das culturas.
Entre os destaques da temporada está o trigo cultivado em áreas de sequeiro, que ocupa cerca de 4,67 milhões de hectares. Mesmo enfrentando desafios no início do ciclo, as lavouras apresentaram recuperação expressiva e alcançaram produtividade superior à registrada no ano passado.
O resultado foi impulsionado por uma série de medidas adotadas para elevar os rendimentos no campo. Entre elas estão o monitoramento intensivo das lavouras, o controle rigoroso de pragas e doenças e a aplicação integrada de defensivos agrícolas. Essas ações contribuíram para compensar o atraso inicial no desenvolvimento vegetativo das plantas e favoreceram o aumento do número de espigas por hectare.
Além de garantir o abastecimento interno, uma safra robusta na China é acompanhada de perto pelos mercados globais de commodities agrícolas. Como um dos maiores consumidores mundiais de grãos, o país exerce forte influência sobre o comércio internacional, especialmente nos segmentos de trigo, milho e soja.
A expectativa de produção recorde reforça o esforço das autoridades chinesas para ampliar a autossuficiência alimentar e reduzir riscos relacionados às oscilações do mercado internacional. Com a reta final da colheita em andamento, o setor agrícola chinês consolida um dos melhores desempenhos dos últimos anos, impulsionado por ganhos tecnológicos, manejo eficiente e condições climáticas favoráveis.
Fonte: Estadão