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A colheita de café segue avançando nas principais regiões produtoras do País e já alcançou 15,8% da área cultivada acompanhada pela Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé). O índice, apurado até o último sábado (14), representa um avanço significativo em relação à semana anterior, quando os trabalhos estavam em 12%.
Considerada a maior cooperativa de café do mundo, a Cooxupé reúne mais de 22 mil produtores e monitora semanalmente o andamento da safra em sua área de atuação, que engloba mais de 370 municípios distribuídos pelo Sul de Minas, Cerrado Mineiro, Matas de Minas e Média Mogiana paulista.
O avanço da colheita reflete as condições favoráveis para a retirada dos grãos e reforça as expectativas do setor para uma safra de grande importância para o abastecimento do mercado interno e das exportações brasileiras.
Entre as regiões acompanhadas pela cooperativa, São Paulo lidera os trabalhos de campo, com 21,5% da área já colhida. Em seguida aparecem as Matas de Minas, com 20%, e o Sul de Minas, principal polo produtor do país, com 19,1%. O Cerrado Mineiro registra um ritmo mais moderado, com 8,8% da área colhida.
Na comparação com o levantamento anterior, a Média Mogiana paulista apresentou o maior avanço semanal, com crescimento de 6,5 pontos percentuais. As Matas de Minas e o Sul de Minas registraram evolução de 4,0 e 4,1 pontos percentuais, respectivamente, enquanto o Cerrado Mineiro avançou 3,5 pontos.
O ritmo dos trabalhos é acompanhado de perto pelo mercado cafeeiro, especialmente em um momento em que as atenções estão voltadas para o potencial produtivo da safra brasileira. O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de café, e o desempenho da colheita influencia diretamente a oferta disponível, os preços e as perspectivas para o comércio internacional.
Com a intensificação das operações nas próximas semanas, a expectativa é de que os índices de colheita avancem rapidamente, impulsionados pelo maior número de propriedades em atividade e pela entrada das lavouras em plena fase de maturação.
Fonte: Estadão