
A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) elevou a estimativa para as exportações brasileiras de soja em junho, reforçando o forte ritmo de escoamento da safra recorde colhida em 2026. A nova projeção indica embarques de 15,31 milhões de toneladas no mês, considerando a média do intervalo estimado entre 14,80 milhões e 15,82 milhões de toneladas.
O volume representa aumento de 6,5% em relação às 14,38 milhões de toneladas previstas na semana passada e avanço de 11% frente às 13,79 milhões de toneladas exportadas em junho de 2025.
Com a revisão, o Brasil deve encerrar o primeiro semestre com exportações de soja entre 73,31 milhões e 74,34 milhões de toneladas. O resultado supera com folga as 68,05 milhões de toneladas embarcadas no mesmo período do ano passado, consolidando o desempenho recorde do setor.
Para o milho, a Anec reduziu a projeção de embarques em junho para 598 mil toneladas, volume 7,4% inferior à estimativa anterior, de 645,8 mil toneladas. Apesar do ajuste, o resultado ainda representa crescimento de 5,2% na comparação com as 568,7 mil toneladas exportadas em junho de 2025, refletindo o avanço gradual da colheita da segunda safra.
No mercado de farelo de soja, a previsão foi revisada para 2,24 milhões de toneladas, ante 2,31 milhões estimadas na semana passada. A redução de 2,9%, entretanto, não compromete o desempenho do produto, que deve registrar alta expressiva de 34,4% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando os embarques somaram 1,67 milhão de toneladas.
Já os embarques de DDGS (grãos secos de destilaria com solúveis) foram projetados em 103 mil toneladas. O volume representa crescimento de 33,8% frente à previsão anterior e salto de 80,2% na comparação anual.
Para o trigo, a entidade não prevê embarques ao longo de junho.
Fonte: Estadão