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A colheita da soja da safra 2025/26 foi oficialmente concluída no Brasil. De acordo com o mais recente boletim de acompanhamento de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta semana, os produtores já colheram 100% da área cultivada com a oleaginosa no país.
Com o encerramento dos trabalhos da soja, as atenções do setor se voltam para o milho, cuja colheita segue avançando nas principais regiões produtoras.
No caso do milho de primeira safra, os trabalhos alcançaram 90,4% da área plantada até a última sexta-feira (12), um avanço de 2,7 pontos percentuais em relação à semana anterior. Apesar da evolução, o ritmo ainda está ligeiramente abaixo do registrado no mesmo período da safra passada, quando 92,5% das lavouras já haviam sido colhidas.
Em comparação com a média dos últimos cinco anos, estimada em 90,1%, a atual temporada está praticamente alinhada ao padrão histórico.
Entre os estados que ainda possuem áreas significativas a serem colhidas estão Maranhão, com 43% dos trabalhos concluídos; Piauí, com 70%; Bahia, com 87%; e Rio Grande do Sul, onde restam apenas pequenas áreas, com 99% da colheita já finalizada.
Já a colheita do milho de segunda safra, conhecida como safrinha, também ganhou ritmo nas últimas semanas. Segundo a Conab, 6,7% da área cultivada já foi colhida, avanço de 3,7 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior.
O desempenho é superior ao observado no mesmo período do ano passado, quando apenas 3,9% da área havia sido colhida. Em relação à média dos últimos cinco anos, de 7,3%, a safra atual apresenta um leve atraso.
O estado de Mato Grosso lidera os trabalhos de campo, com 13% da área já colhida. Na sequência aparecem Tocantins, com 8%; Maranhão, com 5%; São Paulo, com 2%; Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, ambos com 1%; e Goiás, com 0,3%.
A expectativa do setor é de que as condições climáticas favoráveis permitam a continuidade dos trabalhos nas próximas semanas, contribuindo para o avanço da colheita e para a consolidação da produção nacional de milho, uma das mais importantes para o abastecimento interno e para as exportações brasileiras.
Fonte: Estadão