Mais de 3 milhões de doses de vacinas chegam ao mercado para reforçar proteção do rebanho

Governo busca ampliar a oferta de imunizantes contra clostridioses após relatos de desabastecimento no setor pecuário

15/06/2026 às 18:49 atualizado por Redação - SBA | Siga-nos no Google News
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O Ministério da Agricultura e Pecuária informou que 3,134 milhões de doses de vacinas contra clostridioses foram disponibilizadas no mercado brasileiro entre os dias 1º e 12 de junho. Segundo a pasta, todas as doses liberadas nesse período são provenientes de importações e fazem parte das ações para ampliar a oferta de imunizantes destinados ao rebanho nacional.

A divulgação ocorre em um momento de preocupação entre pecuaristas e entidades do setor, que vêm relatando dificuldades para encontrar vacinas contra essas doenças em diferentes regiões do país. Em nota, o ministério afirmou que acompanha a situação de forma permanente e mantém diálogo com a indústria de insumos veterinários para aumentar a disponibilidade dos produtos.

De acordo com a pasta, estão sendo adotadas medidas para incentivar a ampliação da produção nacional, facilitar a importação de vacinas e agilizar os processos de fiscalização e liberação dos imunizantes que chegam ao Brasil.

Recentemente, o ministério explicou que o desabastecimento registrado no mercado não está relacionado a restrições sanitárias ou regulatórias, mas sim a decisões comerciais adotadas por algumas empresas do setor. Segundo a avaliação oficial, fabricantes interromperam a produção e a comercialização de determinadas vacinas contra clostridioses entre o fim de 2025 e o início de 2026, reduzindo a oferta disponível aos produtores rurais.

As clostridioses são um grupo de doenças infecciosas causadas por bactérias do gênero Clostridium, presentes naturalmente no solo e também no trato intestinal dos animais. Essas enfermidades afetam principalmente bovinos e ovinos e podem provocar mortes súbitas, resultando em prejuízos significativos para a atividade pecuária.

Entre as principais características dessas doenças está a rápida evolução dos casos clínicos, o que dificulta o tratamento e reduz as chances de recuperação dos animais. Por esse motivo, especialistas apontam a vacinação como a principal ferramenta de prevenção e controle.

A expectativa do setor é que a chegada das novas doses ajude a normalizar o abastecimento nos próximos meses, garantindo a continuidade dos programas sanitários nas propriedades rurais e reduzindo os riscos para os rebanhos brasileiros.

 

Fonte: Estadão


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