O dólar opera em baixa no mercado à vista, rodando R$ 5,03 no fim da primeira hora dos negócios desta segunda-feira, 15, alinhado à desvalorização da moeda norte-americana e dos juros dos Treasuries em ambiente de otimismo global com o acordo provisório EUA-Irã.
No entanto, a divisa norte-americana chegou a reduzir o ajuste, testando máxima intradiária, a R$ 5,0614 (praticamente estável), ante mínima a R$ 5,0324 (-0,57%) após a abertura.
O ajuste de baixa frente o real perdeu força diante da forte queda do petróleo, com o Brent caindo quase 5%, a US$ 83,05 o barril, com expectativas de reabertura do Estreito de Ormuz, o que piora os termos de troca comercial do Brasil, exportador líquido da commodity.
Além disso, está no radar nos mercados o alerta de autoridades israelenses de que Israel não deixará territórios ocupados após o acordo entre EUA e Irã e que tropas permanecerão indefinidamente no Líbano, Síria e Gaza.
A imprensa israelense relata ainda que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse ao presidente dos EUA, Donald Trump, que o país não aceitará restrições contra o Hezbollah nem sairá do Líbano.
No Brasil, as expectativas de inflação e juros pioraram no boletim Focus desta segunda-feira. A mediana do IPCA de 2026 subiu de 5,11% para 5,30%, acima do teto da meta, enquanto as projeções para 2027 e 2028 avançaram de 4,03% para 4,10% e de 3,65% para 3,68%, respectivamente; 2029 ficou em 3,50%.
Para a Selic, o mercado elevou as estimativas do fim de 2026 (13,50% para 13,75%), 2027 (11,50% para 12%) e 2028 (10% para 10,25%), mantendo 2029 em 10%. O PIB de 2026 foi revisado de 1,91% para 1,96%, e o dólar projetado subiu para R$ 5,20 em 2026 e R$ 5,25 em 2027.
Do lado fiscal, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo vetará propostas aprovadas pelo Congresso que violem regras fiscais e, se os vetos forem derrubados, acionará o STF.
A OCDE informou hoje que o PIB do G20 ficou estável em 0,7% no primeiro trimestre de 2026 ante o trimestre anterior, segundo a OCDE, refletindo desempenho misto entre as maiores economias do mundo. A maioria dos países acelerou o crescimento, com destaque para a Coreia do Sul e o Brasil.
A Fitch reafirmou o rating da China em "A", com perspectiva estável, citando crescimento resiliente, força no comércio global e contas externas sólidas. A agência projeta expansão de 4,6% do PIB em 2026, após alta de 5% em 2025, ritmo acima da média de países com mesma nota de crédito. Como contraponto, alertou para desafios fiscais, com déficits elevados e aumento da dívida pública.