Mercado eleva projeções para o dólar e vê moeda acima de R$ 5,20 nos próximos anos

Expectativas do Focus indicam câmbio mais valorizado até o fim da década

15/06/2026 às 08:54 atualizado por Redação - SBA | Siga-nos no Google News
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As projeções do mercado financeiro para o dólar voltaram a subir, segundo os dados mais recentes do relatório Focus, divulgado pelo Banco Central. As novas estimativas indicam que a moeda norte-americana deve permanecer em patamares elevados nos próximos anos, refletindo um cenário de cautela em relação à economia global e ao ambiente fiscal brasileiro.

Para o fim de 2026, a mediana das projeções passou de R$ 5,15 para R$ 5,20 por dólar. O valor também corresponde à estimativa registrada há um mês. Entre as previsões atualizadas nos últimos cinco dias úteis, consideradas mais sensíveis às mudanças de cenário, a expectativa permaneceu em R$ 5,20.

As projeções para os anos seguintes também mostram uma tendência de valorização da moeda americana. Para 2027, a estimativa subiu de R$ 5,20 para R$ 5,25. Apesar da alta, o valor ainda está abaixo da projeção observada há quatro semanas, quando o mercado esperava um dólar a R$ 5,27.

Já para 2028, a expectativa foi mantida em R$ 5,30 pela terceira semana consecutiva. Em comparação com um mês atrás, houve uma leve redução, já que a estimativa era de R$ 5,34. Para 2029, a projeção avançou de R$ 5,35 para R$ 5,40, retornando ao mesmo patamar registrado há um mês.

Os números reforçam a percepção de que o câmbio deve continuar em níveis relativamente elevados nos próximos anos, acompanhando fatores como o comportamento dos juros no Brasil e nos Estados Unidos, o fluxo de investimentos internacionais e as incertezas no cenário econômico global.

Vale destacar que as projeções anuais de câmbio divulgadas pelo Focus são calculadas com base na média da cotação do dólar durante o mês de dezembro de cada ano, e não no valor esperado para o último dia útil do período.

Com o dólar projetado acima de R$ 5,20 ao longo dos próximos anos, o mercado segue atento aos desdobramentos da política monetária, ao cenário fiscal brasileiro e às condições da economia internacional, fatores que continuarão influenciando o comportamento da moeda americana.

 

Fonte: Estadão


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