Inflação volta a acelerar e fecha maio em 4,72% nos últimos 12 meses, acima do teto da meta do Banco Central
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, registrou alta de 0,58% em maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (12). O resultado representa uma desaceleração em relação a abril, quando o índice avançou 0,67%.
Com o desempenho de maio, a inflação acumulada em 2026 chegou a 3,20%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o índice alcançou 4,72%, acima dos 4,39% registrados até abril e também acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central, de 4,50%.
O resultado ficou ligeiramente acima das expectativas do mercado. Levantamento do Projeções Broadcast apontava mediana de 0,55%, com estimativas variando entre 0,46% e 0,75%.
O grupo de alimentos e bebidas foi o principal responsável pela alta do mês, com avanço de 1,33%, contribuindo com 0,29 ponto percentual para o índice geral. O segmento respondeu por cerca de metade da inflação registrada em maio.
Na sequência aparecem os grupos habitação, que subiu 1,22% e teve impacto de 0,18 ponto percentual, e saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,90% e contribuição de 0,12 ponto percentual.
Entre os itens individuais, a energia elétrica residencial exerceu a maior pressão sobre o índice, com aumento de 3,67% e impacto de 0,15 ponto percentual.
Por outro lado, o grupo transportes ajudou a conter uma inflação ainda maior. Os preços recuaram 0,46% em maio, após alta de 0,06% em abril, gerando contribuição negativa de 0,09 ponto percentual no IPCA.
A queda foi impulsionada principalmente pelos combustíveis, que ficaram 1,95% mais baratos no período. A gasolina recuou 1,46%, enquanto o etanol registrou queda ainda mais intensa, de 6,20%.
Fonte: Estadão/IBGE