
No 2º semestre de 2025, a capacidade disponível para armazenamento no Brasil foi de 233,8 milhões de toneladas, 1,1% superior ao semestre anterior, segundo o IBGE. O número de estabelecimentos (9.668) cresceu 0,5% frente ao primeiro semestre de 2025. Neste período, apenas a Região Sul apresentou redução no número de estabelecimentos, enquanto as demais apresentaram aumento, com destaque para a Região Norte, que subiu 4,7%; seguido do Nordeste (1,9%); Sudeste (1,5%) e Centro-Oeste (0,3%).
Em relação aos estoques dos cinco principais produtos agrícolas existentes nas unidades armazenadoras, em 31/12/2025, os estoques de milho representaram o maior volume (22,8 milhões de toneladas), seguidos pelos estoques de soja (7,3 milhões), trigo (6,0 milhões), arroz (2,9 milhões) e café (0,8 milhão). Estes produtos constituem 90,3% do total estocado entre os produtos monitorados por esta pesquisa, sendo os 9,7% restantes compostos por algodão, feijão preto, feijão de cor, e outros grãos e sementes. No total, a pesquisa levantou 44,1 milhões de toneladas de produtos que monitora.
Capacidade dos silos atinge 124,7 milhões de toneladas, com alta de 1,2%
O total de capacidade útil disponível no Brasil para armazenamento, registrado no segundo semestre de 2025, em estabelecimentos ativos na pesquisa, foi de 233,8 milhões de toneladas, 1,1% superior ao semestre anterior. Em termos de capacidade útil armazenável, os silos predominam no País, tendo alcançado 124,7 milhões de toneladas, o que representa 53,3% da capacidade útil total. Em relação ao semestre anterior, os silos apresentaram um acréscimo de 1,2% na capacidade.
Na Região Sul, os silos são responsáveis por 65,6% da capacidade armazenadora regional. A Região concentra 42,7% da capacidade total de silos do País.
Os armazéns convencionais, estruturais e infláveis predominam na Região Sul (34,1%), seguida pela Região Sudeste (32,2%). Essas Regiões são, respectivamente, grandes produtoras de arroz e café, produtos que são armazenados em sacarias e que utilizam este tipo de armazém. O Sul e o Sudeste, juntos, correspondem a 66,3% da capacidade total de armazéns convencionais, estruturais e infláveis do país.
Na distribuição dos tipos de armazenagem, por Unidade da Federação, o Rio Grande do Sul possui o maior número de estabelecimentos de armazenagem (2.444), seguido do Mato Grosso, com 1.799 e Paraná, com 1.372 unidades.
Mato Grosso possui a maior capacidade de armazenagem do País, com 64,2 milhões de toneladas. Deste total, 58,8% são do tipo graneleiros e 37,1% são silos. O Rio Grande do Sul e o Paraná possuem 38,9 e 35,7 milhões de toneladas de capacidade, respectivamente, sendo o silo o tipo de armazém predominante nesses Estados. A capacidade instalada está diretamente relacionada com a distribuição da produção de grãos no País.
| UF |
Número de Estabelecimentos |
Capacidade (t) |
| Total |
Convencional (1) |
Graneleiro |
Silo |
| BRASIL |
9.668 |
233.758.813 |
23.260.790 |
85.838.828 |
124.659.195 |
| RO |
184 |
2.504.461 |
257.545 |
393.718 |
1.853.198 |
| AC |
23 |
99.720 |
12.900 |
0 |
86.820 |
| AM |
8 |
474.025 |
10.080 |
406.368 |
57.577 |
| RR |
19 |
447.483 |
59.473 |
72.000 |
316.010 |
| PA |
116 |
3.313.117 |
177.299 |
785.450 |
2.350.368 |
| AP |
10 |
228.836 |
54.168 |
28.668 |
146.000 |
| TO |
216 |
4.638.627 |
330.882 |
1.179.700 |
3.128.045 |
| MA |
106 |
3.500.958 |
58.014 |
1.868.500 |
1.574.444 |
| PI |
124 |
3.831.516 |
291.029 |
1.302.582 |
2.237.905 |
| CE |
70 |
946.867 |
528.840 |
52.758 |
365.269 |
| RN |
11 |
61.189 |
58.749 |
2.000 |
440 |
| PB |
14 |
331.801 |
89.761 |
11.380 |
230.660 |
| PE |
28 |
405.822 |
148.173 |
4.609 |
253.040 |
| AL |
9 |
74.529 |
16.829 |
17.000 |
40.700 |
| SE |
8 |
97.063 |
37.623 |
13.440 |
46.000 |
| BA |
164 |
5.482.898 |
519.686 |
2.183.495 |
2.779.717 |
| MG |
469 |
9.678.670 |
3.863.629 |
2.069.643 |
3.745.398 |
| ES |
89 |
1.370.969 |
766.905 |
490.000 |
114.064 |
| RJ |
10 |
137.996 |
5.778 |
11.653 |
120.565 |
| SP |
678 |
13.063.881 |
2.854.459 |
2.965.068 |
7.244.354 |
| PR |
1.372 |
35.675.189 |
4.489.556 |
10.485.292 |
20.700.341 |
| SC |
355 |
6.484.422 |
466.696 |
1.111.474 |
4.906.252 |
| RS |
2.444 |
38.938.602 |
2.964.122 |
8.350.497 |
27.623.983 |
| MS |
592 |
14.940.546 |
660.597 |
4.636.048 |
9.643.901 |
| MT |
1.799 |
64.196.660 |
2.598.154 |
37.760.305 |
23.838.201 |
| GO |
733 |
22.405.306 |
1.691.503 |
9.599.180 |
11.114.623 |
| DF |
17 |
427.660 |
248.340 |
38.000 |
141.320 |
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Agropecuárias, Pesquisa de Estoques, 2º semestre de 2025.
Nota: (1) A capacidade dos armazéns convencionais, estruturais e infláveis foi convertida na proporção de 0,6t/m³ |
Entre os dez municípios com maior capacidade instalada no País, sete se encontram no Mato Grosso, sendo Sorriso o que possui maior capacidade do País com 5,9 milhões de toneladas . Os armazéns graneleiros são responsáveis por 76,4% da capacidade total municipal, que é o maior produtor nacional de soja e milho. Sorriso responde por 9,1% da capacidade de armazenagem do Estado e, juntamente a Nova Mutum, Primavera do Leste, Sinop, Campo Novo do Parecis, Sapezal e Lucas do Rio Verde respondem por 37,8% da capacidade estadual.
Em Goiás, o destaque é a municipalidade de Rio Verde, que responde por 14,5% da capacidade de armazenagem do Estado. Ponta Grossa se destaca com a maior capacidade de armazenagem instalada do Paraná e o sétimo município do País, com 2,6 milhões de toneladas, sendo o graneleiro o principal tipo de estrutura (48,8%), seguido pelos silos, com 41,4%.
Em São Paulo, o destaque é Santos, onde se encontra o maior porto do país, que possui 15,0% da capacidade de armazenamento estadual, sendo predominantes os graneleiros com 60,5% da capacidade de armazenagem santista. A série histórica da Pesquisa de Estoques mostra que desde 1997, a capacidade útil total instalada teve um acréscimo de 112,5%, passando de 110,0 para 233,8 milhões de toneladas.
Informações: IBGE