Maioria das Bolsas da Europa fecha em queda com tensão EUA-Irã, à espera do BCE

10/06/2026 às 13:19 atualizado por Pedro Lima* - Estadão | Siga-nos no Google News
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As bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda nesta quarta-feira, 10, pressionadas pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e pela cautela na véspera da decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE). O avanço do conflito no Oriente Médio manteve investidores atentos aos riscos para a oferta global de energia e às potenciais implicações inflacionárias para a economia da região.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,27%, a 10.254,81 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,88%, a 24.218,32 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,51%, a 8.161,83 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,46%, a 50.029,17 pontos. Em Madri, o Ibex 35 cedeu 0,06%, a 18.163,60 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 caiu 0,06%, a 8.897,21 pontos. As cotações são preliminares.

Os mercados repercutiram a nova troca de ataques entre Washington e Teerã. Segundo o MUFG, a escalada ameaça prolongar restrições ao tráfego no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportações globais de petróleo e gás.

O presidente dos EUA, Donald Trump, também elevou o tom contra o Irã, enquanto a Fox News informou que a Casa Branca avalia novos ataques à infraestrutura iraniana.

Em paralelo, aumentaram as expectativas para a reunião do BCE desta quinta-feira.

Analistas consultados pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) preveem alta de 25 pontos-base nas taxas de juros do banco diante do avanço da inflação em decorrência da guerra no Oriente Médio.

Nos EUA, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) avançou 0,5% em maio ante abril e 4,2% na comparação anual, em linha com o esperado.

O instituto alemão DIW também cortou pela metade sua projeção de crescimento da Alemanha no ano, a 0,5%.

Entre as ações, a Sanofi cedeu cerca de 0,9% após anunciar a interrupção de um estudo de fase avançada do medicamento experimental riliprubart. Já a easyJet ficou no radar, com queda de 1,5%, após o Deutsche Bank destacar o potencial interesse da gestora Castlelake na companhia aérea.

Em Frankfurt, o Commerzbank (-1,97%) acompanhou a notícia de que o UniCredit (-1,05%) elevou sua participação direta no banco alemão para 37,7%. O setor bancário recuou 0,74%. Já o de petróleo e gás, com o avanço da commodity, subiu 0,56%.

*Com informações da Dow Jones Newswires


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