09/06/2026 às 16:00 atualizado por
Leandro Silveira
- Estadão |
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São Paulo, 9 - O atual nível dos preços internacionais do açúcar coloca pressão sobre grande parte dos produtores globais, afirmou a Czarnikow em relatório. A consultoria e trading lembrou que os contratos futuros do açúcar demerara têm preço médio de 14,50 centavos de dólar por libra-peso em 2026, nível que está abaixo do custo de produção até mesmo das origens mais competitivas do mercado. O valor está "7% abaixo do custo de produção da origem mais competitiva", destacou em estudo, que analisou regiões responsáveis por mais de 60% da produção global.
Entre os principais exportadores, o Brasil segue apresentando uma das estruturas de custos mais competitivas. A Czarnikow estima que o custo de produção do açúcar bruto na safra 2025/26 tenha ficado em cerca de US$ 345 por tonelada, equivalente a 15,70 centavos de dólar por libra-peso, na base FOB.
Apesar da competitividade, a nova temporada traz desafios adicionais para as usinas brasileiras. A consultoria ressalta que o conflito envolvendo o Irã elevou significativamente os custos de insumos. "Os preços do diesel estão 22% acima dos registrados há um ano e os fertilizantes acumulam alta de 30%", afirmou o relatório. Como referência, a Czarnikow lembra que os custos de produção do setor aumentaram 12% na safra 2022/23, marcada pela guerra entre Rússia e Ucrânia.
A Tailândia aparece logo atrás do Brasil em termos de competitividade. O custo de produção do açúcar bruto na safra 2025/26 é estimado em US$ 360 por tonelada (16,27 cents/lb FOB), enquanto o açúcar refinado alcança US$ 459 por tonelada. O recuo dos custos em relação à temporada anterior foi favorecido pela redução de 23,5% no preço provisório da cana estabelecido pelo governo, enquanto os rendimentos industriais permaneceram próximos da média histórica.