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O petróleo fechou em alta nesta segunda-feira, 8, após chegar a atingir US$ 98 no pico da sessão, conforme os mercados equilibram a escalada das tensões no Oriente Médio após a troca de ataques entre Israel e Irã. Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para julho fechou em alta de 0,84% (US$ 0,76), a US$ 91,30 por barril.
O petróleo Brent para agosto, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em alta de 1,25% (US$ 1,16), a US$ 94,25 por barril. A troca de ataques entre Israel e Irã nesta segunda-feira, após dois meses de trégua, levou o petróleo a disparar quase 5% na madrugada.
O governo do Irã acusou os Estados Unidos de participarem diretamente da ofensiva israelense contra o país e afirmou que Washington será responsabilizado por qualquer agravamento das tensões no Oriente Médio. As hostilidades levaram o governo iraniano a suspender as operações nos principais aeroportos de Teerã.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse estar suspendendo os ataques ao Irã por enquanto, mas reforçou que o Irã e o Hezbollah estão "mais fracos do que nunca" e que a guerra não acabou. Segundo a mídia israelense, a pausa nos ataques teria sido um pedido do presidente dos EUA, Donald Trump. O líder americano disse que Irã e Israel buscavam chegar a um acordo de cessar-fogo e afirmou que as negociações dos EUA com o Irã para um acordo final estavam avançando.
Conforme o conflito se prolonga, a Fitch Ratings revisou de neutra para positiva a perspectiva global do setor de petróleo e gás para 2026 e passou a projetar que o petróleo Brent ficará entre US$ 100 e US$ 110 por barril em junho e julho, diante do fechamento do Estreito de Ormuz. No domingo, a Opep+ concordou em elevar a produção em cerca de 188 mil barris por dia em julho, marcando o quarto aumento mensal consecutivo.
Para analistas do Goldman Sachs, o choque provocado pelas tensões no Estreito de Ormuz gerou uma destruição de demanda global por petróleo entre 4 milhões e 5 milhões de barris por dia (mb/d) em abril, equivalente a uma queda de aproximadamente 4% a 5% do consumo mundial em comparação com um cenário sem conflito.