Emater: colheita de soja no Rio Grande do Sul está na fase final

Retirada do milho alcança 97%

05/06/2026 às 09:25 atualizado por Julia Maciel - Estadão | Siga-nos no Google News
:

São Paulo, 04/06/2026 – A colheita de soja no Rio Grande do Sul está na reta final, restando apenas pequenas áreas de segunda safra e talhões semeados tardiamente, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar. A empresa informou que as condições meteorológicas na última semana permitiram a colheita da maior parte das lavouras maduras, mas a elevada umidade relativa do ar, a neblina frequente e a menor insolação retardaram a perda de umidade dos grãos e limitaram o avanço da operação.

De acordo com o levantamento, observa-se redução do potencial produtivo nas lavouras tardias e de safrinha em virtude do aumento da incidência de doenças foliares. A produtividade média estimada está em 2.871 kg/ha para uma área de 6,62 milhões de hectares. O preço médio da saca passou de R$ 115,52 para R$ 116,37, alta de 0,74% na semana.

Em relação à safra de milho, a Emater afirmou que a colheita avançou lentamente e alcançou 97% da área cultivada. As lavouras remanescentes correspondem a pequenas propriedades em cultivos implantados em sucessão tardia. As temperaturas mais baixas e a redução da radiação solar têm prolongado o ciclo final da cultura, retardando a colheita em algumas regiões do Estado.

O desempenho produtivo das lavouras tardias é satisfatório, mas a elevada umidade dos grãos exige secagem para armazenamento. Em áreas em enchimento de grãos, os impactos das geadas foram limitados e localizados. O preço médio do milho no Estado subiu 0,87%, para R$ 59,27 a saca. A colheita de milho para silagem ultrapassou 98% da área, com geadas registradas em maio provocando queima foliar e redução pontual na qualidade da forragem.

Quanto ao arroz, a Emater informou que a colheita foi concluída no Estado, confirmando elevadas produtividades e qualidade de grãos. Contudo, o cenário permanece desfavorável economicamente devido a cotações inferiores aos custos de produção, liquidez reduzida e valorização de fertilizantes, o que aumenta a cautela para os investimentos da próxima safra. O valor médio da saca de 50 quilos reduziu 0,95%, passando de R$ 58,66 para R$ 58,10.

A semeadura do trigo para a safra 2026 apresenta estabelecimento inicial satisfatório nas lavouras plantadas no início do período recomendado. As operações de preparo tiveram prosseguimento, mas as projeções indicam redução expressiva da área cultivada em relação à safra anterior como reflexo de custos elevados, restrições de crédito e seguro rural, além do aumento da percepção de risco climático.

Segundo a Emater, observa-se menor utilização de sementes fiscalizadas e maior participação de recursos próprios no financiamento. Na safra anterior, o Rio Grande do Sul cultivou 1,16 milhão de hectares de trigo, com produção total de 3,45 milhões de toneladas. O preço médio atual do cereal no mercado gaúcho subiu 1,96%, passando de R$ 64,24 para R$ 65,50 a saca.


Últimas Notícias

Whatsapp