Corteva e Aprosoja lançam estratégias de controle de pragas quarentenárias

03/06/2026 às 19:04 atualizado por Isadora Duarte - Estadão | Siga-nos no Google News
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Brasília, 03 - A Corteva Agriscience e a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) lançaram uma cartilha para produtores rurais com estratégias para manejo e controle de pragas quarentenárias na cultura da soja. As estratégias visam mitigar os impactos das pragas quarentenárias na produtividade nacional da soja e evitar eventuais embargos no comércio internacional da oleaginosa brasileira. A cartilha foi lançada no Congresso Brasileiro dos Produtores de Soja, realizado hoje em Brasília. Pragas quarentenárias são insetos, fungos, bactérias, vírus ou plantas daninhas, que representam risco econômico e à sanidade vegetal. Cada país tem sua lista de pragas quarentenárias ausentes e sobre as quais veta a entrada de produtos com resíduos, o que é acordado nos protocolos sanitários entre os países. Cargas com resíduos que ferem aos protocolos tendem a ser devolvidas e embargadas. A elaboração e divulgação do material ocorre após a China em março deste ano ter vetado a entrada de cargas de soja brasileira, nas quais foram detectados sementes de plantas daninhas e resíduos de pragas ausentes no território chinês. O engenheiro agrônomo e professor da Universidade de Passo Fundo, Mauro Rizzardi, que conduziu a elaboração do material informativo para ajudar os produtores no manejo das pragas observa que a disseminação das plantas daninhas nas lavouras nacionais é crescente dada a velocidade de propagação das plantas, ao mesmo tempo que os mercados importadores ampliam as exigências fitossanitárias. "As plantas daninhas comprometem de 5% a 10% da produtividade da soja e, em alguns casos, são difíceis de segregação na colheita, além de gerar impacto para a balança comercial e para as cooperativas. Por isso, é necessário produtor incorporar e diversificar práticas de mitigação no dia a dia para reduzir a disseminação", disse Rizzardi em entrevista ao Broadcast Agro, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Rizzardi destaca que o material informativo tem o objetivo de ajudar os produtores no controle e mitigação das pragas. Entre as práticas de mitigação sugeridas no material para evitar a presença de pragas quarentenárias nas lavouras estão o uso de sementes e mudas certificadas, a limpeza de máquinas e implementos vindos de áreas externas, a presença de beiras de estrada, o manejo das plantas daninhas durante o desenvolvimento da cultura e o controle das plantas daninhas no pós-colheita com o manejo outonal. As estratégias vão desde ações fitossanitárias à adoção de boas práticas para o manejo de pragas. "A problemática é ampla, para além da soja e, em um ano, que o produtor precisa reduzir custos no campo, o controle fitossanitário contribui na redução de custo na ponta e na melhoria da produtividade", apontou. Segundo o material, as principais espécies com alerta para a exportação de grãos para a China são: capim-massambará, capim-carrapicho, cravorana losna do campo, aveia-barbada, crotalária, carrapichão e leiteiro - plantas daninhas já presentes nas lavouras brasileiras e muitas não restritas apenas a cultura da soja. Uma das plantas que mais preocupam o setor é o caruru-gigante, identificado em diferentes Estados brasileiros com potencial de redução da produtividade em até 80% da soja, milho e algodão. "As pragas quarentenárias são um tema crítico para a balança comercial brasileira, e a conscientização é o melhor caminho para proteger nossa produtividade", afirmou o Coordenador de Boas Práticas Agrícolas da Corteva no Brasil, Jair Maggioni. Diretor executivo da Aprosoja Brasil, Fabrício Rosa destaca que as ervas daninhas prejudicam a produtividade da cultura, com risco de serem colhidas junto com o grão e posteriormente a carga ser devolvida pelas tradings e compradores. "Em uma safra que o pacote tecnológico será mais apertado, em virtude de crédito restrito, preservar a produtividade é ainda mais crítico. Além disso, há risco de escape de plantas daninhas na colheita, com recusas mais frequentes de tradings. Por isso, os produtores precisam adotar, cada vez mais, técnicas de limpeza e manejo", afirmou à reportagem. A campanha será feita em nível nacional juntamente às 16 associações estaduais da Aprosoja. O lançamento da cartilha e a campanha quanto às estratégias de integram a A cartilha integra o programa de Boas Práticas Agrícolas da Corteva, que leva capacitações e assistência aos produtores rurais.

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