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Campo Grande deu um passo decisivo no avanço da Lei Municipal nº 7.603. Em reunião realizada nesta terça-feira (19), representantes do setor produtivo e da Semades (Secretaria Municipal de Assistência Social e Desenvolvimento Econômico), iniciaram a fase de regulamentação do Programa Municipal de Suplementação Alimentar com Leite e Derivados Frescos. O projeto idealizado pelo Núcleo Girolando MS e articulada na Câmara Municipal pelos vereadores Salineiro e Papi, projeta injetar R$ 24,6 milhões na economia municipal através do fomento à produção local. O pontapé inicial ocorre ainda este ano, em formato piloto.
O plano inicial prevê o atendimento a duas escolas e dois centros de idosos, que serão formalmente eleitos pela Semades. Embora o cronograma exato e as instituições beneficiadas ainda não tenham sido definidos, o foco do comitê organizador é colocar a estrutura em funcionamento nos próximos meses. A estratégia de começar pequeno visa garantir que o modelo seja testado de forma assertiva antes de ganhar escala.
"Nosso objetivo imediato é verificar o potencial de consumo desse público para, então, darmos passos firmes. Queremos construir a base para que, em 2027, possamos expandir o projeto de forma bem mais robusta, buscando atender a maioria das escolas, o público da terceira idade e as pessoas em situação de extrema vulnerabilidade. Vamos trabalhar esse passo a passo de forma muito próxima entre a indústria e os produtores locais, cientes da complexidade logística e estrutural do projeto”, explica o presidente do Núcleo, Alessandro Coelho.
A rapidez na tramitação e validação da lei, foi classificada como um marco na celeridade de proposituras que visam eficiência e governança na gestão pública. “O avanço histórico é fruto do empenho decisivo da vice-prefeita Camila, culminando com a sanção oficial da prefeita realizada durante a Expogrande, um cenário simbólico que uniu a força do agronegócio regional ao compromisso social do município”, completa Coelho.
Para o Chefe da Assessoria Técnica da Semades, Oto Cândido, o momento atual é de diagnóstico minucioso para garantir a segurança jurídica e operacional do programa. "Essa reunião faz parte de uma etapa primordial de levantamento de dados e escuta das entidades do setor, para compreendermos melhor a realidade da cadeia produtiva do leite em Campo Grande. A partir desse diagnóstico, poderemos avançar com mais segurança nas próximas etapas, inclusive na regulamentação da legislação, garantindo que as ações sejam construídas com base na realidade dos produtores, com viabilidade técnica, jurídica e operacional”, destaca Oto.
A meta de atendimento da lei estipula o alcance de 120 mil pessoas. Um dos diferenciais do projeto está na associação do leite ao mel de abelha floral. O ingrediente substituirá os açúcares industriais e refinados na merenda, atuando como um potencializador natural de energia para o aprendizado e aprimorando a qualidade nutricional das refeições oferecidas pelo município.
Informações: Assessoria de Imprensa
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