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O custo de produção de leite, medido pelo ICPLeite/Embrapa, registrou uma deflação de -0,5% no mês de abril, após uma elevação expressiva ocorrida em março. O primeiro quadrimestre do ano fechou acumulando uma inflação nos custos de produção de 3,0%. É Importante registrar a volatilidade de preços de insumos que impactam custos, já que fevereiro e abril, apresentaram deflação. Já em janeiro e março, foi inflação de custos. Numa comparação entre abril/2025 e abril/2026, a inflação acumulada foi de 2,7%.
Alimentação concentrada gerou a queda de custos em abril
Apenas o grupo Concentrado apresentou redução de custos de produção em abril, que foi de - 3,8%. Ração para vaca, farelo e caroço de algodão, farelo de trigo, fubá de milho e polpa cítrica tiveram queda de preços. Dada esta magnitude e o elevado peso relativo deste grupo no cálculo do ICPLeite/Embrapa, que é de 39,68% no custo total, estes dois fatores explicam a deflação em abril. As variações de todos os grupos constam do Gráfico 1.

Custo de produção em 2026 continua alto
O custo de produção de leite acumulou 3,0%, nos primeiros quatro meses do ano, resultante da variação substancial ocorrida no custo na Mão de Obra e na produção de Volumosos, dois grupos de pesos expressivos. A maior variação acumulada foi registrada pelo grupo Sanidade e reprodução, que foi de 7,6%. Já o grupo de alimentação de Concentrado, à semelhança do que ocorreu em abril, destoou dos demais grupos e acumulou queda de -1,1%. Os dados constam do Gráfico 2.

Em doze meses os custos de produção subiram menos que a inflação oficial
A variação de custos produção no período de doze meses foi de 2,7% e os resultados acumulados são semelhantes ao acumulado nos primeiros quatro meses de 2026, conforme Gráfico 3. Importante ressaltar o crescimento de custos de Energia e combustível neste período.

Informações: Embrapa Cileite