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Safra brasileira de soja deve crescer na temporada 2019-2020

Estimativa é de estudo realizado pela CNA

12/08/2019 - 10:49 | Por Jorge Zaidan - SBA

O Brasil deve produzir uma safra um pouco maior do que a estimada pela Conab da temporada 2018-2019, de 115 milhões de toneladas, um recorde de produção. O dado está na avalição do assessor técnico da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Alan Malinski. O estudo mostra que os produtores devem seguir com investimentos em tecnologia de produção, diante das “previsões cada vez mais otimistas de produção recorde neste ano”.

Na safra 2019-2020, deve haver um leve crescimento na área de soja novamente. Se o clima ajudar, a tendência é bater um novo recorde de produção”, segundo Malinski.

A disputa comercial entre a China e os Estados Unidos também pode favorecer a produção brasileira, de acordo com o assessor da CNA. De acordo com ele, “os preços das commodities estão reagindo no mercado interno  quem ainda tem grãos vai poder ter uma renda maior na comercialização dos seus produtos e isso acaba trazendo um ânimo para o produtor continuar investindo e refletirá na próxima safra com melhores produtividades”.

Exportações
O Brasil deverá exportar 72 milhões de toneladas de soja em 2019. A estimativa, da última sexta-feira (9), é da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). Para a entidade, o volume exportado será de cerca de 4 milhões de toneladas a mais, frente a estimativa anterior. A Abiove considera uma demanda adicional da China, diante da disputa comercial entre os Estados Unidos e o país da Ásia. 

Por outro lado, segundo a Agência Reuters, o ministério da Agricultura da China anunciou nesta segunda-feira(12) que revisou para baixo sua estimativa para as importações de soja em 2018/19, para 83,5 milhões de toneladas, ou 1,5 milhão de toneladas a menos que na previsão do mês passado, devido a embarques menores que o esperado em julho.

De acordo com a agência, o ministério também atualizou sua previsão para as importações de milho em 2018/19, para 4 milhões de toneladas, um crescimento de 700 mil toneladas ante o mês anterior. A revisão foi principalmente devido à significativa redução nas importações de sorgo dos EUA, segundo a pasta.

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