Agricultura

Conab estima safra de 233,3 milhões de toneladas de milho

Estimativa é por conta da melhora na produção do milho na segunda safra

12/03/2019 - 10:49 | Por Naira Pache - SBA | Siga-nos no Google News

De acordo com o 6° levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento – Conab, divulgado nesta terça-feira (12), a safra de grãos 2018/2019 continuará mantendo a segunda maior marca registrada na história do país, chegando a 233,3 milhões de toneladas, já que houve uma melhora na produção do milho na segunda safra do grão.

Já para a segunda colheita do milho, a expectativa também é boa, a produção deve chegar a 66,6 milhões de toneladas, volume 23,6 % superior se comparado com o registrado na safra passada. Segundo o superintendente de Informações do Agronegócio da Conab, Cleverton Santana, os números positivos são um reflexo da maior área. “Com 80% dos grãos já plantado, os agricultores devem destinar 12 milhões de hectares para plantio ao invés dos 11,5 milhões de hectares da safra passada”, ressalta.

Cleverton Santana ainda afirma que a produtividade deve melhorar, pois há uma expectativa de que sejam colhidos 5.228 quilos por hectare, o superintendente reforça que estão trabalhando com estatística, então não é possível verificar o desempenho do grão nas lavouras.

O levantamento também traz bons resultados para o algodão, que deve chegar a uma produção de até 2,6 milhões de toneladas da pluma, um incremento que chega a 28,4%. Os agricultores investiram em uma maior área plantada, que deve alcançar a marca de 1,6 milhões de hectares, isso pois o produto apresenta um contexto de mercado favorável.

Na contramão do milho e do algodão, a soja, responsável por praticamente 49% da produção nacional de grãos, terá uma redução de 4,9%, deve chegar a 113,5 milhões de toneladas. Nos principais estados que cultivam a oleaginosa, como Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul e na região do Matopiba, principalmente na Bahia, que foi observada a quebra da safra prevista em 5,8 milhões de toneladas. Mesmo com essa queda, esta ainda é a terceira maior produção registrada, chegando próximo ao volume total de soja produzida pelo Brasil na safra 2004/2005.

Assim como a oleaginosa , o feijão também apresentou uma produção menor na primeira safra. A queda pode chegar a 23,2%, já que a colheita chegou a 987,5 mil toneladas. Sendo assim, há menos produto no mercado, o que acaba sendo mais interessante para os produtores, principalmente quando se fala em preço da leguminosa, que acaba incentivando uma maior área plantada na segunda safra do grão, que pode resultar em uma produção de 1,36 milhões de toneladas. Esse número é impulsionado pelo aumento do feijão tipo cores, que tende a crescer em 28% e, na variedade preto, alta de 20,9%. Mas no caso do feijão-caupi a tendência é de uma queda de 6%, isso por conta da expectativa de redução da área cultivada em Mato Grosso.

Área – A área semeada na safra 2018/2019 está estimada em 62,9 milhões de hectares e se confirma como a maior já registrada no país. O incremento esperado é de 1,9% ou 1,15 milhão de hectares em relação à safra passada.

Fonte: Conab 

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