Agricultura

Conab estima 592 milhões de toneladas na safra 21/22 de cana-de-açúcar

Segundo levantamento foi feito entre os meses de julho e agosto

19/08/2021 - 11:59 | Por Redação - SBA | Siga-nos no Google News

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou, nesta quinta-feira (19), o 2º Levantamento da Safra de Cana-de-Açúcar 2021/22, em que apresentou uma expectativa de 592 milhões de toneladas da planta, uma redução de 62 milhões de toneladas de matéria prima, se comparada a safra 20/21.

Segundo o diretor-presidente da Companhia, Guilherme Augusto Sanches Ribeiro, a estimativa de toneladas de cana de açúcar é 9,5% menor que a safra 20/21, em decorrência das grandes estiagens no país durante o ciclo produtivo.

“A área colhida é estimada em 8,24 milhões de hectares, uma redução de 4,3% se comparada com a safra anterior, que estava em torno de 8,61 milhões de hectares. Isso se dá em decorrência também de uma concorrência com outras culturas, que são mais vantajosas, entre elas a soja e o milho”, diz Ribeiro.

A redução do volume da matéria prima terá impacto nos derivados da planta. A região Sudeste é o maior produtor da cana-de-açúcar do Brasil e foi o mais atingido nas colheitas, cerca de 13,3% de sua produção foi reduzida.

“A estimativa é que a produção de açúcar será de 36,9 milhões de toneladas, uma redução de 10,5% frente ao ano anterior”, afirma o gerente de avaliação de safras da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Maurício Lopes.

A produção do etanol à base de cana pode chegar a 25,86 bilhões de litros, uma queda de 13,1% em comparação à safra 2020/21.

O etanol anidro de cana deve crescer 5,6% em relação ao anterior e o etanol hidratado deve apresentar uma redução de 21,6% em relação à última safra.

De acordo com o diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, Sergio De Zen, os fatores climáticos não são os únicos a influenciar na redução. “Temos um setor que tem bastantes desafios, a gente vê nesse levantamento que temos uma certa perda de produção, causada por fatores climáticos, mas não dá para jogar só no fator climático toda culpa, a gente tem que olhar também os fatores produtivos como estão ocorrendo em termo de áreas e reposição,e olhar para essa dinâmica dos mercados dos dois principais produtos do setor, tanto o açúcar quanto o etanol”, pontua o diretor.

O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Guilherme Soria Bastos Filho, disse que a secretaria está articulando com instituições financeiras a criação de auxílio para o setor, que estará disponível a partir da apuração de informações referentes aos efeitos combinados de seca e geadas.

 

Com informações Conab

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