Crime

Mato Grosso do Sul cria delegacia de combate a crimes rurais e abigeato

Em 2020, o estado registrou 516 ocorrências de abigeato e 144 casos de janeiro a abril de 2021

06/05/2021 - 12:30 | Por Thalya Godoy - SBA | Siga-nos no Google News

No final de abril, o governo de Mato Grosso do Sul criou a Delegacia Especializada de Combate a Crimes Rurais e Abigeato (Deleagro), com o objetivo de reprimir e investigar crimes como o abigeato (furtos de animais domésticos no campo e nas fazendas, principalmente de gado), subtrações de insumos, defensivos e maquinários agrícolas.

Entre as responsabilidades da Deleagro previstas no Decreto Nº 15.659, de 27 de abril, está a de atuar em delitos decorrentes de conflitos agrários, que envolva violência, em parceria com outras instituições e órgãos. 

Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), em 2020, Mato Grosso do Sul registrou 516 ocorrências de abigeato, enquanto de janeiro a abril de 2021, os dados apontam 144 casos.

“Poderemos ajudar os produtores rurais em conflitos de terra, exceto os com indígenas, com grileiros e entre vizinhos que disputam há muito tempo o espaço. Também poderemos investigar conflitos violentos, como por exemplo, roubo em sede de fazenda e que há morte de um membro da família ou de um funcionário, exemplifica o delegado nomeado para a Deleagro, Mikaill Faria, que tem experiência com a área de fronteira.

Entre as competências da nova delegacia está a de centralizar e difundir dados, denúncias, estatísticas e mapear as estradas e as propriedades rurais por meio de georeferenciamento, para fins de análise criminal e de formulação de políticas eficazes no combate aos delitos rurais. 

“Eu vejo que entre as relevâncias da Deleagro para o agronegócio está a de deixar um ambiente de concorrência sadio, sem despesas e concorrência desleal com os produtos furtados e revendidos, que lucram com isso”, afirma Faria.

Os crimes rurais no estado eram investigados, anteriormente, pela Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras). De acordo com o responsável pela Deleagro, o trabalho no momento está voltado a organizar as operações que estavam em curso e analisar as demandas reprimidas, a partir da próxima semana.

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