Economia

Ministra Tereza Cristina afirma que o abastecimento de arroz está garantido

Produção de arroz estimada para a próxima safra é de crescimento em 7,2% frente a safra anterior

09/09/2020 - 09:07 | Por Redação - SBA | Siga-nos no Google News

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, disse na última terça-feira (8) que o governo vai trabalhar para manter o abastecimento e baixar o preço do arroz no país. Durante reunião do Conselho de Governo, a ministra foi questionada sobre os preços do produto ao consumidor. 

“O arroz não vai faltar. Agora ele [o preço do arroz] está alto, mas nós vamos fazer ele baixar. Se Deus quiser, vamos ter uma supersafra no ano que vem”, disse Tereza Cristina. 

O Mapa informa que a situação do setor vem sendo monitorada de perto pelo órgão e não há previsão de falta de produto.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada ao Mapa, a produção de arroz estimada para a próxima safra (2020/21) é de 12 milhões toneladas, um incremento de 7,2% em relação à safra anterior. 

Para a safra 2020/21, que começa a ser comercializada em março de 2021, é esperada uma produção maior, com arrefecimento de preços no próximo ano. 

A Conab informa que o país possui atualmente estoque para suprir o consumo interno. A companhia aponta que a alta de preços do arroz no varejo brasileiro é resultado da intensa valorização do grão no mercado. 

Ainda de acordo a Companhia, historicamente, o segundo semestre, por se tratar de período de entressafra, possui cotações mais elevadas para o arroz. Entretanto, como a cotação interna já ultrapassa a paridade de importação dos principais mercados produtores do grão, é pouco provável que haja sustentação do atual patamar de preços no médio prazo. 

Análise da Camex 
Na noite de terça-feira (08), em entrevista à emissora CNN Brasil, a ministra disse que o Mapa vai encaminhar para o Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) um pedido para zerar a alíquota de importação para permitir a entrada de 400 mil toneladas de arroz até o dia 31 de dezembro de 2020.

“A próxima safra começa a ser plantada hoje e esse arroz começa a ser colhido em meados de janeiro. Teremos uma safra bem maior, pois o agricultor vai plantar mais arroz porque teve um preço que remunerou a atividade. Então, ano que vem teremos um estoque bem maior”, disse a ministra.

Segundo Tereza Cristina, o Mapa também acompanha o desempenho de outros produtos, como a soja e o milho. “Estamos acompanhando e na hora certa agiremos para que não tenha falta de produtos. Até agora não temos nenhum tipo de problema”, ressaltou.

Na avaliação da Conab, além do aumento da demanda na pandemia, a valorização do produto pode ser explicada pelos seguintes fatores: 1. os elevados patamares de preço internacional anteriores à crise do Covid-19; 2. a desvalorização do Real perante o Dólar; 3. a expressiva exportação de janeiro até julho deste ano; 4. a menor disponibilidade de importação de arroz dos parceiros do Mercosul; e 5. a redução de área plantada no Brasil com esta cultura nas últimas duas safras, resultado das baixas rentabilidades identificadas nos últimos anos.

 

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