Exportações

Filipinas suspende importação de carne de frango do Brasil

Medida foi tomada como forma de prevenção após China anunciar presença de coronavírus em produto brasileiro

14/08/2020 - 16:05 | Por Thalya Godoy - SBA | Siga-nos no Google News

Após um dia da China anunciar presença de coronavírus em embalagem de asas de frango congeladas do Brasil, o Departamento de Agricultura (DA) das Filipinas anunciou nesta sexta-feira (14) a suspensão temporária de importação de carne de frango brasileiro. Governo filipino afirmou que a medida foi tomada como forma de prevenção e não estabeleceu prazo para o fim da restrição. 

“Com os relatórios recentes da China e em conformidade com a Lei de Segurança Alimentar do país para regulamentar os operadores de empresas de alimentos e proteger os consumidores filipinos, é imposta a proibição temporária da importação de carne de frango”, informou o Departamento de Agricultura, segundo informações da agência Reuters.

O Brasil é o maior exportador de carne de frango e responsável por, aproximadamente, 20% das importações do produto para as Filipinas. 

Segundo a Reuters, o Departamento de Agricultura do país asiático garantiu à população que os produtos de frango atualmente no mercado local eram seguros para o consumo.

A Organização Mundial da Saúde afirmou que não há indicativos de transmissão de Covid-19 por alimentos ou embalagens.

ABPA
Em nota, a Associação Brasileira de Proteína Animal afirmou que não foi notificada oficialmente sobre eventual suspensão de exportações brasileiras de aves para as Filipinas.

Se confirmada, a ABPA apoiará o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para a apresentação dos esclarecimentos, já que se trataria de uma decisão sem fundamentação técnico científica e pendente de esclarecimentos e demonstrações. 

A ABPA destaca que não há evidências científicas de que a carne seja transmissora do vírus, conforme ressaltam a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Ao mesmo tempo, o setor exportador brasileiro reitera que todas as medidas para proteção dos trabalhadores e a garantia da inocuidade dos produtos foram adotadas e aprimoradas ao longo dos últimos meses, desde o início da pandemia global, afirmou a instituição em nota.

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