Agronegócio

Pesquisadores afirmam que ciência e tecnologia no agronegócio contribuem para avanço no mercado internacional

Tema foi tratado durante Semana de Administração e Ciências Contábeis

20/09/2019 - 14:00 | Por Rafaela Flôr - SBA

Durante a 2ª Semana de Administração e Ciências Contábeis (Semacont), realizado pela Universidade Anhanguera Uniderp, em Campo Grande (MS), professores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) debateram na tarde de ontem (19), sobre os vetores determinantes da nova revolução agrícola, durante o Talk Show “O Impacto das Inovações no Agronegócio”. 

O encontro ainda discutiu os desafios para o agronegócio, como suprir a demanda de alimentos, tendo em vista o aumento populacional e a produção de pesquisa e registro de patentes no Brasil. Para o evento, foram convidados os professores Ricardo José dos Santos, Carlos Roberto Gabriani e Rubens Milton Silvestrini de Araujo. A mediação foi conduzida pelo professor da entidade anfitriã, Willian Maachar.

O professor da Escola de Administração e Negócios (Esan), da UFMS, Ricardo José dos Santos explica que a pesquisa voltada para o agronegócio, especificamente o brasileiro, é importante para compreender a potencialidade do país diante das nações também exportadoras.

Para o professor, no Brasil há meios para inovar no setor com ciência e tecnologia, principalmente pela criação de patentes que asseguram ao inventor que a descoberta não seja copiada por outros países concorrentes. "O desafio que se faz ao agronegócio brasileiro é de superar a condição de ser um importante e competitivo no mercado internacional, para ser o mais importante, mais competitivo e inovador".

Santos propõe que aliar as potencialidades do país, como características naturais e mão de obra qualificada para a ciência e tecnologia irá permitir que surjam inovações únicas no setor a nível mundial. "Eu enxergo o agronegócio brasileiro tentando se equiparar ao agronegócio internacional. Nós temos potencialidades e características específicas no Brasil, seja na atividade rural, seja com pesquisadores, capazes de propor mais", esclarece o pesquisador.

O engenheiro agrônomo e professor da UFMS, Rubens Silvestrini enfatiza que é importante utilizar a ciência para o avanço tecnológico no agronegócio e na gestão rural para diminuir a desinformação sobre o setor. "É gratificante fazer a difusão da tecnologia daquilo que a gente pesquisa. Como sou pesquisador do agro há três décadas, fico feliz em saber que estou repassando informações corretas e atualizadas".

O pesquisador afirma que a administração rural tem mudado nos últimos 30 anos para atender a demanda de exportações, além de contribuir em todo o ciclo produtivo, desde o desenvolvimento de uma semente até o produto estar nas gôndolas do supermercado. "Hoje não se discute mais administração rural em um plano fazenda, se discute a gestão o agronegócio, que é toda uma cadeia produtiva".

*Texto com supervisão de Douglas Ferreira.

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