Preço do leite sobe em julho

Valor pago no litro registra recorde real para o mês, segundo pesquisas do Cepea

Preço do leite sobe em julho

Valor pago no litro registra recorde real para o mês, segundo pesquisas do Cepea

Economia
Por Esthéfanie Vila Maior - SBA
31/07/2018 às 12h
O preço do leite aumentou 14% em relação ao período anterior

O preço do leite recebido por produtores subiu em julho e atingiu recorde real para o mês. O valor pago pelo litro fechou em R$ 1,478, um aumento de 14% em relação ao período anterior. É o que apontam pesquisas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP. 

Desde o início do ano, a alta acumulada real, com valores já deflacionados pelo IPCA, é de 44%. Em comparação a outubro de 2017, o aumento é de 15%.

De acordo com o Cepea, a expressiva alta está atrelada à paralisação dos caminhoneiros e à tentativa do setor em normalizar as atividades após a greve. Desabastecidos, os laticínios acirraram a competição para a compra de leite no campo, no decorrer de junho, com o objetivo de recompor estoques. 

A valorização da matéria-prima também refletiu no aumento das cotações dos derivados de lácteos em junho. Entretanto, o movimento não se sustentou. Na primeira quinzena de julho, o preço do UHT (leite longa vida) caiu 1,32% e, na segunda metade do mês, 9,4%. Para agentes do setor, a queda dos preços reflete um novo equilíbrio do mercado, com a normalização dos estoques e com as cotações retornando a patamares condizentes com a demanda.

Segundo o Cepea, é importante ficar atendo aos preços do leite spot. Durante a primeira quinzena de julho, os valores em Minas Gerais subiram 28,1%. Entretanto, na segunda metade do mês, houve queda de 6,6%, o que mostra que empresas têm tido dificuldades em manter o ritmo de valorização do leite no campo. 

Agosto
De acordo com agentes do setor, a oferta deve seguir limitada pelo clima adverso e encarecimento dos grãos, o que deve impedir mudanças de tendência no mercado. Parte dos colaboradores entrevistados pelo Cepea acredita em uma nova alta para agosto. Para outra parte, o próximo mês deve ser estável, devido à dificuldade dos consumidores em absorver novas valorizações dos lácteos.

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