PIB do agronegócio fecha segundo trimestre com queda

Indicador do Ipea apontou impactos da paralisação dos caminhoneiros

PIB do agronegócio fecha segundo trimestre com queda

Indicador do Ipea apontou impactos da paralisação dos caminhoneiros

Economia
Por Esthéfanie Vila Maior - SBA
08/08/2018 às 16h
PIB do agronegócio deve apresentar queda de 1% em 2018

O PIB do setor agropecuário brasileiro avançou 2,6% entre os meses de maio e junho. Entretanto, o resultado não foi suficiente para evitar a queda no segundo trimestre de 2018, que ficou em 1,9%. É o que revela o indicador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Os dados foram divulgados durante o seminário Economia Agrícola, realizado nesta terça-feira (07), na sede do Ipea, em Brasília.

Na comparação com o mesmo período de 2017, a queda é de 2,9%, explicada pelo comportamento dos componentes lavoura e pecuária, que recuaram 2,0% e 4,7%, respectivamente. “Esse desempenho já era esperado desde o início de ano, por conta de uma supersafra em 2017, que foi excepcional. Então, partimos de uma base de comparação alta”, explica o diretor-adjunto de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, Marco Cavalcanti. 

Para 2018, O PIB agropecuário deve apresentar uma queda de 1%, de acordo com a revisão da projeção feita pelo Ipea. O resultado é explicado pelas quedas na lavoura (0,6%) e na pecuária (2,5%), enquanto o segmento “outros” deverá registar aumento de 0,7%.

Greve dos caminhoneiros
A tendência de preços no segundo trimestre foi de continuidade e acentuação do movimento de alta, causado pela elevação das demandas externa e interna, desvalorização do real frente ao dólar e oferta relativamente mais restrita. A greve dos caminhoneiros impactou o setor, com efeito sobre o abastecimento, e gerou uma demanda represada nos dias subsequentes.

“O setor ainda está passando por um processo de estabilização em relação à mudança nos fretes. Essas alterações têm um impacto diferente a depender do porte do produtor e da distância da produção para os centros de distribuição”, pontua Ana Cecília Kreter, uma das autoras do estudo. 

Exportações
As exportações registraram um aumento de 2,4%, comparado com o segundo trimestre de 2017. “O elevado preço do dólar acaba contribuindo para aumentar a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional. O produto brasileiro entra com um valor mais baixo comparado com outros países”, explica Kreter.

Um destaque positivo foi o aumento de 61,9% nas exportações do milho em grãos frente a 2017. Já os destaques negativos ficam com o açúcar de cana bruto, com retração de 21,9%, e a carne de frango, com recuo de 10,7%. 

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