Nova etapa de vacinação conta aftosa começa em novembro

Redução das doses da vacina, a partir do ano que vem, trará economia de R$ 44 milhões

Nova etapa de vacinação conta aftosa começa em novembro

Redução das doses da vacina, a partir do ano que vem, trará economia de R$ 44 milhões

Pecuária
Por Esthéfanie Vila Maior - SBA
29/10/2018 às 09h
Maior parte dos estados começa vacinação contra aftosa no dia 1º de novembro

A maior parte dos estados brasileiros vai iniciar a segunda etapa da campanha de vacinação conta a febre aftosa no dia 1º de novembro. Serão imunizados bovinos e bubalinos com até 24 meses. Apenas o Acre, Espírito Santo, Paraná e parte de Roraima, que incluí as reservas indígenas Raposa Serra do Sol e São Marcos, vacinarão todo o rebanho. 

Na etapa de maio foram vacinados 197,87 milhões de animais, atingindo cobertura de 98,33%. O total previsto era de 201,23 milhões de cabeças. Atualmente, o rebanho brasileiro de bovinos e bubalinos é de 217.493.867. 

O Brasil é considerado livre da aftosa com vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O estado de Santa Catarina, que não vacina o rebanho desde 2000, é reconhecido, desde 2007, como área livre da doença sem vacinação.

O diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Guilherme Marques, diz que “até novembro de 2019, com a retirada gradual da vacinação, o ganho direto do criador poderá ser revertido na melhoria do rebanho e da propriedade, com investimentos em insumos e tecnologia que irão trazer maior produtividade”. 

Conforme estimativas da Divisão de Febre Aftosa (Difa) do Mapa, em 2018 deverão ser utilizadas 337.713.800 doses de vacinas; em 2019 serão 308.235.501; em 2020 serão 269.395.197; em 2021 serão 155.118.834. Com a redução, a partir de 2019, a economia será de R$ 44 milhões; em 2020, de R$ 102 milhões; em 2021, de R$ 274 milhões; e em 2022, de R$ 506 milhões.

Retirada
O Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA 2017-2026), dividiu o país em cinco blocos de estados para a retirada completa da vacinação no país.

Pelo cronograma, a suspensão da vacina será feita da seguinte forma: 

  • 2019/2: Bloco I – região amazônica: Acre, Rondônia e Paraná; alguns municípios do Amazonas e do Mato Grosso; 
  • 2020/2: Bloco II – região amazônica: Amazonas, Amapá, Pará e Roraima; 
  • 2020/2: Bloco III – região Nordeste: Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte; 
  • 2021/2: Bloco IV – região central: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Tocantins; 
  • 2021/2: Bloco V – região Centro-Sul: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Mesmo com o processo de retirada da vacinação, está sendo criado o Banco de Vacinas e Antígenos (Banvaco). Sob a coordenação do Centro Pan Americano de Febre Aftosa (Panaftosa), o Banvaco terá estoques estratégicos de vacinas aos quais os países poderão recorrer em caso de eventuais emergências sanitárias.

Cuidados com a vacinação

  • Compre as vacinas somente em lojas registradas. 
  • Verifique se as vacinas estão na temperatura correta: entre 2° C e 8° C. 
  • Para transportá-las, use uma caixa térmica, coloque três partes de gelo para uma de vacina e lacre. 
  • Mantenha a vacina no gelo até o momento da aplicação. 
  • Escolha a hora mais fresca do dia e reúna o gado. Mas lembre-se: só vacine bovinos e búfalos.
  • Durante a vacinação, mantenha a seringa e as vacinas na caixa térmica e use agulhas novas, adequadas e limpas. A higiene e a limpeza são fundamentais para um bom resultado.
  • Agite o frasco antes de usar e aplique a dosagem certa em todos os animais: 5 ml. O lugar correto de aplicação é a tábua do pescoço, podendo ser no músculo ou embaixo da pele. Aplique com calma, para evitar a formação de caroço no local da vacina.
  • Siga as recomendações de limpeza, utilize a agulha certa, desinfetada e trocada com frequência. 
  • Não se esqueça de preencher a declaração de vacinação e entregá-la no serviço veterinário oficial do seu estado junto com a nota fiscal de compra das vacinas. 

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