Embriões bovinos “in vitro” serão exportados para a Índia

Brasil já têm autorização para venda ao Paraguai, Bolívia, Uruguai, Argentina, Colômbia e Equador

Embriões bovinos “in vitro” serão exportados para a Índia

Brasil já têm autorização para venda ao Paraguai, Bolívia, Uruguai, Argentina, Colômbia e Equador

Pecuária
Por Esthéfanie Vila Maior - SBA
08/08/2018 às 11h
Embriões são armazenados em paletas ou ampolas

O Brasil vai exportar embriões bovinos “in vitro” para a Índia. O Departament of Animal Husbanfry, Dairying & Fisheries of Ministry of Agriculture and Farmers (DAHD/MAFW) indiano, aprovou o Certificado Zoossanitário Internacional (CZI). O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) recebeu, nesta terça-feira (07), um comunicado oficial que viabiliza o início dos embarques para o país.

Para o diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Guilherme Marques, a autorização do serviço veterinário indiano demonstra o reconhecimento internacional das condições sanitárias dos rebanhos brasileiros, além da credibilidade da certificação.

O diretor explica que a Índia é o país onde surgiu o gado Zebu. Entretanto, o melhoramento genético realizado no gado zebuíno brasileiro trouxe resultados em ganhos de produtividade, o que o tornou atraente a produtores indianos.

A negociação avançou durante a 84ª edição da Expozebu, realizada em Uberaba, Minas Gerais. Na exposição, foram realizadas rodadas de negociação com nove países interessados em importar material genético e animais de reprodução do Brasil. No final do evento foram firmados protocolos sanitários.

Atualmente, produtores brasileiros podem vender para o Paraguai, Bolívia, Uruguai, Argentina, Colômbia e Equador. Os embriões são armazenados em paletas ou ampolas, conservados normalmente em nitrogênio líquido. A exportação é feita via aérea. 

A produção in vitro de embriões (PIVE) é utilizada para aumentar a produtividade, por possibilitar a multiplicação rápida e o aumento do número de descendentes oriundos de animais melhoradores de plantéis. Inicialmente, a técnica era aplicada apenas para pesquisa. Na última década, passou a ser utilizada em larga escala para a multiplicação comercial, tornando o Brasil o maior produtor mundial e referência no uso de PIVE em bovinos.

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