Embrapa e Marfrig fecham parceria

Acordo visa desenvolver mercado brasileiro de carne sustentável

Embrapa e Marfrig fecham parceria

Acordo visa desenvolver mercado brasileiro de carne sustentável

Pecuária
Por Esthéfanie Vila Maior - SBA
03/08/2018 às 08h
Parceria vai adotar práticar mais sustentáveis na pecuária

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Marfrig Global Food fecharam uma aliança estratégica para agregar valor à carne bovina brasileira. A parceria tem objetivo de fomentar a adoção de práticas mais sustentáveis na pecuária.

A iniciativa envolve os conceitos produtivos Carne Carbono Neutro (CCN) e Carne de Baixo Carbono (CBC), desenvolvidos pela instituição para certificação de carnes produzidas em sistemas que neutralizam ou reduzem a emissão de metano emitido pelos animais. 

Além do mercado interno, o acordo também fortalece a exportação de carnes, diferenciando o produto brasileiro em negociações de barreiras não-tarifárias relacionadas às questões de sustentabilidade. 

“Por meio desta parceria, serão desenvolvidas ações para posicionar a carne brasileira em novo patamar de percepção de valor nos mercados nacional e internacional, cada vez mais demandantes de práticas sustentáveis de produção, desde o bem-estar animal até sistemas integrados que contribuem com a redução dos gases de efeito estufa”, explica Cleber Soares, diretor de inovação e tecnologia da Embrapa.

Para o CEO da Marfrig Global Foods, Martín Secco, o acordo incentiva a produção sustentável e leva para o consumidor uma carne de qualidade com garantia de origem e redução de gases do efeito estufa.
 
O pesquisador Roberto Giolo de Almeida, da Embrapa Gado de Corte, explica que a carne carbono neutro (CCN) é produzida em sistemas integrados com a presença de árvores plantadas. Elas são responsáveis pelo sequestro de carbono e neutralizam a emissão de metano dos animais em pastejo, além de proporcionar conforto térmico ao gado. Já a carne de baixo carbono (CBC) pode ser produzida em sistemas integrados ou não, com pastagens sem a presença de árvores. A partir de um manejo adequado do pasto, estoca carbono no solo, o que permite reduzir ou mitigar as emissões dos animais. 

A expectativa é que o programa esteja no mercado em 2019.

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