Conselho Agropecuário do Sul assina seis declarações

Documentos visam abordagem comum em relação a resíduos, à resistência antimicrobiana e acesso a mercados de produtos geneticamente modificados

Conselho Agropecuário do Sul assina seis declarações

Documentos visam abordagem comum em relação a resíduos, à resistência antimicrobiana e acesso a mercados de produtos geneticamente modificados

Internacional
Por Esthéfanie Vila Maior - SBA
24/09/2018 às 09h
Reunião dos ministros do CAs encerrou nesta sexta (21), em Buenos Aires

Os ministros da Agricultura do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile assinaram seis declarações no encerramento da 36ª reunião do Conselho Agropecuário do Sul (CAS), na sexta-feira (21), em Buenos Aires. 

Os documentos tratam sobre uma abordagem comum na região do limite máximo de resíduos e em relação à resistência antimicrobiana, convergência regulatória, acesso a recursos fisicogenéticos, técnicas de edição gênica, além de acesso a mercados de produtos geneticamente modificados.

Blairo Maggi, ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), ressaltou que há 1.450 insumos utilizados no conjunto de países, cujas regras de uso não coincidem com as brasileiras. “E, é claro, que se não temos uma harmonização vai dar problema. Temos que nos antecipar. E a proposta é adotarmos no Mercosul limites determinados pelo Codex Alimentarius”. 

Em cada país, os índices são definidos por órgãos ligados à saúde. No Brasil, a quantidade de resíduos químicos permitidos nos alimentos é determinada pela Anvisa.

Foi realizado um levantamento sobre o limite de resíduos de moléculas de insumos usados na produção em cada país, por sugestão do ministro Blairo Maggi. As diferenças detectadas chegaram a mais de 70%. Alguns índices estão acima dos valores estabelecidos pelo Codex. Em determinados casos, há produtos usados em países vizinhos que são proibidos no Brasil. 

Para o ministro Blairo Maggi, o problema deve ser discutido e aprovado pelo Mercosul. “Estamos fazendo uma provocação aqui no CAS para tentar mudar uma situação prática e que precisa ser resolvida. Queremos harmonizar a legislação e ser mais rápidos no comércio”.

De acordo com uma pesquisa apresentada durante a reunião, os países sul-americanos dão muita importância à erradicação da aftosa, mas precisam aumentar a atenção às outras doenças e à resistência antimicrobiana. O ministro sugeriu que os países integrantes do CAS reforcem a segurança no controle da peste suína clássica e africana, por causa do surto que atingiu os países do Leste Europeu, Rússia e China.

Os ministros também assinaram uma carta a ser enviada ao ministro da Agricultura da China, a fim de acelerar a aprovação de novos eventos de Organismos Geneticamente Modificados (OGMS). A proposta prevê um encontro no início de novembro, na China International Import e Export, a maior feira agropecuária do mundo, ou durante a reunião dos ministros da agricultura do G20, no fim do mês. 

Também foram discutidos pontos críticos no comércio intrarregional de produtos agropecuários, a criação de grupo sobre mel, avaliação técnica para circulação de bovinos em pé entre os países da região, atenção sobre os controles de fronteira relacionados a risco sobre a peste suína clássica e africana e estudo sobre boas práticas de produção utilizadas. Em novembro, os ministros do CAS voltam a se reunir.

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