Conab divulga expectativas para a próxima safra

Estudo realizado pela Conab mostra tendências de mercado das maiores culturas brasileiras para a próxima safra

Conab divulga expectativas para a próxima safra

Estudo realizado pela Conab mostra tendências de mercado das maiores culturas brasileiras para a próxima safra

Agricultura
Por Esthéfanie Vila Maior - SBA
21/08/2018 às 14h
Divulgação foi feita pela Conab nesta segunda-feira (20)

As exportações da soja devem manter-se aquecidas, mas as vendas externas do milho podem enfrentar um mercado acirrado em 2019. É o que aponta os estudos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que indica quais as tendências para a próxima safra. As análises focam nas três maiores culturas brasileiras: soja, milho e arroz.

Soja 
Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a safra mundial de soja em grãos deve ser a maior da história, com 367 milhões de toneladas. Desse total, os Estados Unidos devem plantar 124 milhões e o Brasil 120 milhões de toneladas. “Os chineses estão taxando em 25% a soja em grãos americana e, com isso, as exportações de soja no Brasil deverão manter-se aquecidas no próximo ano, pois somos o único país capaz de vender o produto e ocupar o espaço deixado pelos norte-americanos”, explica Leonardo Amazonas, analista de mercado de soja da Conab. “Por isso, a área de soja brasileira para a safra 2018/2019 deve aumentar”, acrescenta.

Milho
O produtor deve encontrar um cenário mais confortável para a safra 2018/19, em relação ao abastecimento no mercado e ao aumento de produção. No entanto, o resultado das eleições poderá afetar nos preços internos. As questões relacionadas ao frete também deverão influenciar no direcionamento do mercado de milho para a safra seguinte. O tabelamento deve aumentar o valor final do frete e, consequentemente, reduzir o interesse do produtor pela venda do produto. Isso causaria o aumento na quantidade de milho em estoque e a redução de preço.

Já no cenário externo, as oportunidades de comercialização para o Brasil apontam para China e México. Entretanto, os Estados Unidos devem manter sua produção e também a disputa do mercado.

Arroz
O cenário nacional e internacional para o arroz estiveram em situações opostas no primeiro semestre de 2018. Apesar da boa produção mundial, houve aumento da demanda que acarretou na alta dos preços. No Brasil a produção do grão manteve-se dentro da média histórica. Mas a expectativa de aumento no estoque de passagem causou desvalorização nos preços locais, já que aumenta o poder de barganha das indústrias frente aos produtores. Hoje, a projeção é de estoque de passagem reduzido para a próxima safra e de mais equilíbrio entre a oferta e a demanda interna.

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