CNA pede à Conab volta das vendas de milho em balcão

Produtores rurais estão tendo que comprar o cereal por preços que chegam a quase o dobro do valor comercializado pelo ProVB

CNA pede à Conab volta das vendas de milho em balcão

Produtores rurais estão tendo que comprar o cereal por preços que chegam a quase o dobro do valor comercializado pelo ProVB

Nacional
Por Esthéfanie Vila Maior - SBA
15/10/2018 às 10h
Muni Lourenço e Francisco Marcelo Rodrigues

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou um estoque adicional de milho para o reestabelecimento do Programa de Vendas em Balcão (ProVB) da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O tema foi tratado em audiência, em Brasília. Os prejuízos já causados aos produtores foram destacados pelo 2º vice-presidente de Finanças da CNA e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (Faea), Muni Lourenço, em reunião com o presidente da Conab, Francisco Marcelo Rodrigues Bezerra.

No início do ano, foram liberadas 200 mil toneladas para a venda no ProVB em todo o país, mas o estoque foi insuficiente. No caso do Amazonas, as vendas foram paralisadas no início deste mês e já impactam a produção agropecuária. O fato também vem acontecendo em outros estados do Brasil.

Muni Lourenço declara que a paralisação da comercialização de milho no Amazonas é preocupante. “Os pequenos e médios produtores e criadores, que dependem desse fornecimento para a manutenção de suas atividades, estão tendo que comprar o milho nos estabelecimentos revendedores por preços que chegam a quase o dobro do valor comercializado pelo ProVB”, destaca.

O presidente da Conab informou que o Conselho Interministerial de Estoques Públicos de Alimentos (Ciep) já aprovou o fornecimento de mais 100 mil toneladas de milho para a venda por meio do ProVB em todo o Brasil. “Apesar disso, é necessário aguardar a aprovação e publicação no Diário Oficial da União de uma Resolução do Ciep e da Portaria Interministerial que detalha a venda. Antes disso, por questões legais, não é possível comercializar os estoques de milho no âmbito do ProVB, mesmo que haja nos armazéns”, afirmou.

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