Agricultura

Aumento das exportações de soja podem afetar mercado interno

Segundo estudo da Conab, 7 milhões de sacas foram importadas

22/03/2019 às 17h   |   Por Karine Pegoraro - SBA

Foto: Divulgação

Produtores de soja do Brasil tem boas perspectivas para a comercialização da colheita em 2019. Isso porque as exportações nos dois primeiros meses do ano chegaram a 8,24 milhões de toneladas e os embarques praticamente dobraram, se comparados com o ano passado (4,4 milhões de toneladas), segundo a Secretaria de Comércio.
Segundo o analista de mercado da Conab, Leonardo Amazonas, o principal destino foi a China, com cerca de 7 milhões de sacas importadas, e a expectativa pe de que a procura continue grande. Caso ocorra uma nova operação entre o país e os Estados Unidos, ela deverá ser realizada apenas na próxima safra (2019/20), o que deve favorecer ainda mais o mercado brasileiro.

Em 2017, a China adquiriu cerca de 31 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos, e devido a entraves comerciais, 2018 fechou com apenas 8,36 milhões importados. Em dezembro do ano passado os países estabeleceram uma trégua e a importação chinesa voltou a crecer, mas a expectativa é de que em 2019 não chegue a 20 milhões de toneladas, bem abaixo do normal.

De acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), neste ano a China deve importar 88 milhões de toneladas de soja. Caso se confirme que apenas 20 milhões do produto viriam dos EUA, os outros 68 milhões seriam divididos entre o Brasil e outros países. As exportações brasileiras chegariam a algo em torno de 59 milhões em 2019.

Mercado Interno
A demanda interna também deve aumentar, com o incremento de 11% de soja na mistura com o biodiesel, previsto para começar em junho deste ano, podendo diminuir a quantidade de grão destinada ao óleo de soja. A estimativa é de que o Brasil consuma aproximadamente 44 milhões de toneladas de grãos.
A Companhia Nacional de Abastecimento divulgou neste mês, em seu último levantamento da safra de grãos 2018/19, que a produção brasileira deve alcançar 113,5 milhões de toneladas. A quebra de safra brasileira se deve a problemas climáticos enfrentados nos estados que cultivam a oleaginosa, como Paraná, Goiás, Mato Grosso do Sul e na região do Matopiba, principalmente na Bahia.

 

 


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