Politica

Uso do 2,4-D é debatido por governo gaúcho

Herbicida já foi responsável por perdas de lavouras

17/04/2019 às 21h   |   Por Davi Nunes - SBA

Foto: Divulgação

Aconteceu hoje, em Porto Alegre-RS, na sede da Secreteria da Agricultura, Pecuária e Desensolvimento Rural (Seapdr), o primeiro encontro do grupo de trabalho criado pelo governo gaúcho para tratar das questões e promover ações relativas ao uso do herbicida à base de 2,4-D. No local, reuniram-se entidades representativas da agricultura e técnicos de secretarias de Estado. O secretário Covatti Filho coordenou a reunião e apresentou oito propostas técnicas elaboradas pelo Departamento de Defesa Agropecuária (DDA) para as cadeias produtivas que de algum modo ou de outro sofreram prejuízos em decorrência da deriva do 2,4-D.

“Temos algumas propostas que são de execução no curto prazo que, se homologadas pelo GT, farão com que nós iniciemos o processo de implementação”, afirmou Covatti. Como encaminhamentos, o GT apoiou a criação de quatro subgrupos para especificar tecnicamente as propostas para um sistema de alerta meteorológico ao produtor, para treinamento dos aplicadores de herbicidas, regulamentação da aplicação terrestre e monitoramento.

Sobre o detalhamento técnico, as propostas apresentadas por Covatti abrangem um treinamento especifíco para a aplicação do 2,4-D, a criação de uma rede que contempla um sistema de alerta, cadastramento dos aplicadores, regulamentação, o cadastro e localização dos cultivos mais sensíveis, a revisão das zonas, possíveis indenizações e a proposição de um técnico executor a campo.

O GT foi criado a partir do pedido encaminhado pelo secretário Covatti Filho ao atual governador Eduardo Leite. O grupo conta com representantes de diferentes secretarias: da Agricultura, do Meio Ambiente e Infraestrutura; e da saúde.

O 2,4-D é um herbicida utilizado para controlar ervas daninhas em várias culturas. No fim de 2018, seu uso inadequado acarretou a deriva do produto para outras áreas de cultivo, ocasionando perdas em dezenas de propriedades em diferentes cidades do estado gaúcho, em culturas como uvas, oliveiras, milho e até campo nativo.


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