Pecuária Agricultura Internacional

Setor agro terá ganhos e limitações após acordo Mercosul-União Europeia

Acordo foi anunciado na última sexta-feira(28/6)

01/07/2019 às 09h   |   Por Jorge Zaidan - SBA

A ministra da Agricultura do Brasil afirmou que os produtores rurais brasileiros, de frutas a carnes, serão beneficiados com o tratado comercial. Segundo Tereza Cristina, os ganhos serão para todos, europeus e sul-americanos, em aumento de vendas ou com redução de tarifas, que ocorrerão de forma gradual.  “Não existe acordo em que um só ganha. É claro que ganhamos em algumas coisas mais, outras menos", disse a ministra.

O Ministério da Economia estima um aumento do PIB brasileiro em US$ 87,5 bilhões em 15 anos, podendo chegar a US$ 125 bilhões se consideradas a redução das barreiras não-tarifárias e o incremento esperado na produtividade total dos fatores de produção. A estimativa é do Ministério da Economia.

- Investimentos no Brasil, em 15 anos, devem crescer da ordem de US$ 113 bilhões.

- Exportações brasileiras terão ganho de quase US$ 100 bilhões até 2035.

Em nota, o Ministério da Agricultura aponta os efeitos para o Brasil, após o acordo entre os blocos.

- Eliminação da cobrança de tarifas para suco de laranja, frutas (melões, melancias, laranjas, limões e outras), café solúvel, peixes, crustáceos e óleos vegetais.

- Exportadores brasileiros de vários setores terão acesso preferencial (por meio de cotas exclusivas e reduções parciais de tarifas): carnes (bovina, suína e de aves), açúcar, etanol, arroz, ovos e mel.

- Foram reconhecidos como distintivos do Brasil: cachaças, queijos, vinhos e cafés. Isso significa que a identidade desses produtos será protegida no território europeu.

- O acordo não prevê uso de salvaguardas agrícolas especiais, o que preserva os interesses dos produtores brasileiros.

- Empresas brasileiras terão tarifas de exportação eliminadas para 100% dos produtos industriais.

- Empresas brasileiras poderão participar de licitações da União Europeia, um mercado estimado em US$ 1,6 trilhão.

- Redução dos custos e agilidade nos processos de importação, exportação e trânsito de bens.

- Produtores brasileiros poderão acessar insumos de alta tecnologia com preços menores.

- Consumidores terão acesso a maior diversidade de produtos a preços competitivos.


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