Pecuária

Protocolo permite exportação de sêmen de Zebu para a Índia

Demanda é grande para material genético de raças leiteiras

03/06/2019 às 11h   |   Por Jorge Zaidan - SBA

Fachada do Museu do Zebu em Uberaba que conta a história das raças indianas no Brasil
Foto: Divulgação ABCZ 

O Minstério da Agricultura comunicou, na quinta-feira (30/5), a assinatura de um novo protocolo para a exportação de sêmen de bovinos para a Índia, a primeira pátria do Zebu.

As articulações do MAPA tiveram o aval da ABCZ-Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, entidade que, há cem anos, controla e seleciona animais de raças indianas.

O Zebu entrou no Brasil a partir do final do Século 19, até 1962, quando foram suspensas as importações oficiais do gado de cupim. No início dos anos 2000, estimava-se a criação, sem controle e seleção, de mais de 40 raças de corte e de leite na Índia. Os brasileiros importaram apenas as raças Nelore, Gir, Sindi, Guzerá e Cangaiam

No governo do presidente Lula, foi aberta nova temporada de importação do zebu indiano, mas somente de material genético. As importações de gado vivo ainda estão proibidas.

Agora, o Brasil inverte a mão e, além de importador de embriões, passa a ser fornecedor de sêmen para os rebanhos indianos.

Segundo a ABCZ, “o novo acordo vai permitir que as regulamentações previstas no protocolo sejam cumpridas em sua íntegra, permitindo atender as exigências sanitárias determinadas pelo Ministério da Agricultura e OIE-Organização Mundial de Sanidade Animal”. Em nota, a entidade diz que o acordo anterior, firmado em 2010, era considerado de grande complexidade.

A nota diz, ainda, que as negociações foram feitas por meio do departamento de Coordenação de Trânsito e Quarentena Animal (CTQA / DAS) do MAPA, acompanhadas de perto pela equipe da ABCZ, centrais de coleta e processamento de sêmen e empresas associadas interessadas.

Para a diretora da Relações Internacionais da ABCZ, Ana Cláudia Mendes Souza, trata-se de uma grande conquista para os selecionadores do Zebu brasileiro.

A gerente de relações internacionais da ABCZ, Icce Garbellini, informou que existe grande demanda na Índia para a importação de material genético das raças leiteiras.


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