Agricultura

Produção de defensivos biológicos cresceu 70% em 2018 no Brasil

Resultado é o mais expressivo da história do setor e supera o percentual apresentado pelo mercado internacional

21/03/2019 às 18h   |   Por Adriano Falleiros - SBA

A Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico (ABCBio), apresentou, nesta quinta-feira (21), dados detalhados sobre o desempenho da indústria nacional de biodefensivos no ano de 2018. Os dados indicam que a produção de produtos biológicos para controle de pragas e doenças agrícolas cresceu mais de 70% em 2018 no Brasil e movimentou R$ 464,5 milhões. Em 2017, esse volume foi de R$ 262,4 milhões. O resultado brasileiro é considerado o mais expressivo da história e supera o percentual apresentado pelo mercado internacional. Os dados consideram apenas as empresas associadas à ABCBio, que representam 70% do mercado nacional.

Em termos globais, a produção de produtos biológicos apresentou crescimento de 17% no mesmo período.

O crescimento do mercado brasileiro de defensivos biológicos segue tendência mundial de redução do uso de agroquímicos para combater pragas e doenças nas lavouras. Em um país com alto índice de insetos devido ao clima tropical, o desafio dos agricultores é reduzir a aplicação dos pesticidas, principal método de manejo de pragas do país atualmente, para também reduzir o custo da produção e os riscos associados para a saúde humana e os recursos naturais.

O controle biológico faz parte do chamado Manejo Integrado de Pragas (MIP) e permite o uso de organismos vivos ou obtidos por manipulação genética para combater pragas e doenças provocadas por lagartas comuns, mosca, nematoides (vermes microscópicos), cigarrinha das raízes, broca da cana, ácaros e fungos e outros agentes nocivos para a agricultura.

Os produtos biológicos podem ser utilizados em qualquer cultura, desde frutas e verduras, até grãos, cana de açúcar, entre outros. Existem dois tipos de biodefensivos: os macrobriológicos, que consistem no uso de macroorganismos, como insetos, ácaros e outros inimigos naturais das pragas; ou microbiológicos, que se baseiam em bactérias, fungos e vírus.

Com informações do MAPA


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