Prazo de vacinação contra aftosa é prorrogado

Campanha deveria ser encerrada na sexta-feira (30) na maioria dos estados

Prazo de vacinação contra aftosa é prorrogado

Campanha deveria ser encerrada na sexta-feira (30) na maioria dos estados

Pecuária
Por Esthéfanie Vila Maior - SBA
03/12/2018 às 12h
Vacinação encerraria na sexta-feira (30) na maioria dos estados

A segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa foi prorrogada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) até 10 de dezembro nos Estados do Acre, Mato Grosso, Maranhão, Paraná, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e no Ceará. No Amazonas o prazo se estende até 14 de dezembro.

De acordo com o calendário nacional de vacinação, a imunização encerraria na sexta-feira (30) na maior parte do país. Entretanto, foram registrados problemas nos sistemas informatizados de controle oficial dos estados. Além disso, também houve falta de vacinas. As revendas de produtos agropecuários adquiriram estoques menores, devido às mudanças na dosagem previstas para o próximo ano. 

O Paraná, por exemplo, recebeu quantidade de doses abaixo da necessidade do rebanho. A previsão era aplicar 10 milhões de doses e as revendas do produto fizeram estoque de apenas 8,3 milhões de unidades. O Rio Grande do Sul informou que faltam vacinas principalmente nas regionais de Erechim, Ijuí e Passo Fundo. 

Já o Maranhão enfrenta focos de incêndio, que dificultam acessos a propriedades, além de problemas no sistema informatizado.

No Amazonas, o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável (Idam) informou que possuí 1,3 milhão de doses, suficientes para a imunização do rebanho. Mas as autoridades sanitárias do estado alegam que precisam de mais tempo para a distribuição das vacinas.

Segundo estimativas da Divisão de Febre Aftosa (Difa) do Mapa, neste ano, devem ser utilizadas 337,7 milhões de doses de vacinas; em 2019, serão 308,2 milhões; em 2020, 269,3 milhões; em 2021, 155,1 milhões. 

Com a redução do uso da vacina, a partir de 2019, a economia será de R$ 44 milhões; em 2020, de R$ 102 milhões; em 2021, de R$ 274 milhões e em 2022, de R$ 506 milhões, sem contabilizar os gastos com o manejo envolvido na vacinação.
 
A redução do uso se deve à programação de retirada gradual da vacina, o que está previsto no Plano Nacional de Erradicação de Febre Aftosa (PNEFA).

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