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Novas usinas na Amazônia não estão descartadas, afirma Ministro do Meio Ambiente

Salles critica decisões de governos anteriores em processos de licenciamento ambiental: foram baseadas em "dogmas" e em uma visão "completamente ideológica".

26/03/2019 às 09h   |   Por Rosa Cabral - SBA

Foto: Adriano Machado (Reuters)

 

Durante seminário na Associação Brasileira de Relações Institucionais (Abrig), em São Paulo, o Ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, disse que o Brasil está aberto a avaliar novos projetos hidrelétricos na região da Amazônia, porém, deixou claro que a decisão por eventuais empreendimentos têm que se basear em análise técnica, o que apontou como interferência “ideológica” em processos de licenciamento ambiental. Salles defendeu que o órgão ambiental Ibama avalie projetos e riscos a eles relacionados “em uma base estritamente técnica” e continuou seu posicionamento dizendo que “é importante lembrar: Licenciamento ambiental não é o instrumento para dizer não. Ele é um instrumento para dizer em que condições sim”. Salles ainda enfatizou que o trabalho do Ibama é pesar benefícios e riscos, permitindo o avanço do empreendimento. 

O ministro reconheceu que a Amazônia é uma região “Sensível” considerando a biodiversidade e, portanto, ainda que a construção de possíveis hidrelétricas por lá, o olhar tem que ser diferente da maneira que em outras regiões do país. O ministro não deixou passar em branco critícas a processos de licenciamento ambiental em governos anteriores, segundo ele, foram baseados em “dogmas” e numa visão “completamente ideológica”, fato, que segundo ele, teria na prática prejudicado o meio ambiente. Ele mencionou um desses exemplos está no linhão de transmissão projetado para conectar o Estado de Roraima ao sistema elétrico brasileiro, que ainda não obteve licença ambiental. Considerando que, sem a linha, Roraima continua a depender de térmicas e importações de energia da combalida Venezuela, fato que resulta em constantes blecautes. Em referência ao linhão o ministro concluiu que “sob o ponto de vista ambiental, a pior decisão foi ter impedido a construção do linhão, a emergia gerada por Roraíma é mais anti-ambiental, que é a energia gerada de combustível fóssil”.


 


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