Funcafé ultrapassa R$ 4 bilhões em liberações

Volume representa 85% da programação inicial

Funcafé ultrapassa R$ 4 bilhões em liberações

Volume representa 85% da programação inicial

Agricultura
Por Esthéfanie Vila Maior - SBA
21/12/2018 às 14h
Até esta sexta-feira (21), foram disponibilizados R$ 4,02 bilhões.

O Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) ultrapassou R$ 4 bilhões de repasse nas linhas de crédito aos agentes financeiros. O volume representa 85% da programação inicial de R$ 4,9 bilhões, desde o início da safra 2018/2019. O valor é recorde no programa, considerando os seis primeiros meses de operação.

Os recursos estão distribuídos em R$ 1,01 bilhão para custeio; R$ 1,86 bilhão para estocagem; R$ 1,06 para aquisição de café e R$ 925,2 milhões para capital de giro para indústrias de solúvel, torrefação e cooperativas de produção.

Até esta sexta-feira (21), foram disponibilizados para operações de custeio R$ 897,6 milhões; para aquisição de café (FAC) R$ 818,7 milhões; para estocagem R$ 1,59 bilhão e para capital de giro às indústrias de solúvel, torrefação e cooperativas R$ 708,4 milhões.

Em comparação com o volume total na safra passada, o valor representa um aumento de 15%, influenciado pelo crescimento da safra de 2018/19, pela redução nas taxas de juros e pela simplificação nos normativos do Fundo.

“Como o prazo de financiamento vai até julho de 2019, há uma boa perspectiva de crescimento na aplicação desses recursos, principalmente no período de colheita, a partir de maio do próximo ano”, ressalta o diretor do Departamento de Café, Cana-de-açúcar e Agroenergia da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Silvio Farnese.

Taxas de juros
Houve redução nos encargos aplicados pelos agentes financeiros. Para a safra atual, os juros foram definidos em até 7% para custeio, estocagem e FAC (quando o beneficiário for cooperativa de cafeicultor) e de 9,5% para capital de giro e para FAC (demais beneficiários).

As taxas médias praticadas pelos agentes financeiros foram de 7% para custeio, 6,9% para estocagem, 7,3% para FAC, 7,7% para capital de giro para cooperativas, 6,4% para indústrias de solúvel e 8,8% para as indústrias de torrefação.

“Essas reduções nas taxas de juros praticadas geraram ganho financeiro importante para os produtores, cooperativas e indústrias, que em parte foi possível pela simplificação das normas, pelo interesse dos agentes financeiros no setor e a boa sustentação econômica demonstradas pelos tomadores”, salienta o diretor.

“Nesse cenário já temos informações de agentes financeiros com demanda superior a disponibilidade, em algumas linhas de crédito. Para ajustar essa situação, o Funcafé está checando com os bancos o volume de recursos ainda disponíveis visando realocação de modo a atender a demanda reprimida em alguns bancos”, finaliza Farnese.

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