Brasil vai exportar material genético bovino e avícola para Arábia Saudita

Negociações sanitárias foram iniciadas no segundo semestre do ano passado

Brasil vai exportar material genético bovino e avícola para Arábia Saudita

Negociações sanitárias foram iniciadas no segundo semestre do ano passado

Pecuária
Por Esthéfanie Vila Maior - SBA
27/11/2018 às 13h
Estão autorizadas as exportações brasileiras de ovos férteis, pintos de um dia,
embriões bovinos “in vivo”, embriões “in vitro” e sêmen bovino

Estão autorizadas as exportações brasileiras de ovos férteis, pintos de um dia, embriões bovinos “in vivo”, embriões “in vitro” e sêmen bovino para a Arábia Saudita. As autoridades sanitárias do país aprovaram os modelos de Certificado Zoosanitário Internacional (CZI) de material genético bovino e avícola provenientes do Brasil. O comunicado foi recebido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) nesta segunda-feira (26). 

As negociações sanitárias foram iniciadas no segundo semestre do ano passado, motivadas pelas ações de prospecção de mercados realizadas pelo Mapa, em conjunto com o setor produtivo brasileiro.

No mês passado, foi realizada missão técnica a Arábia Saudita, que contribuiu para o avanço nas negociações com o Ministério de Meio Ambiente, Água e Agricultura saudita (MEWA). A missão foi liderada pelo secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luís Rangel, juntamente com o diretor do Departamento de Saúde Animal, Guilherme Marques.

Com a aceitação das propostas dos certificados veterinários, Arábia Saudita passa a integrar grupo de cerca de 50 países das Américas, Oriente Médio, África, Europa e Ásia que importam regularmente material genético avícola do Brasil.

A ampliação de mercados importadores de ovos férteis e pintos de um dia encontra-se em expansão. Para o diretor do DSA, Guilherme Marques, um dos principais fatores é o reconhecimento internacional da condição sanitária dos plantéis avícolas nacionais, já que o Brasil nunca teve casos de Influenza Aviária. “Além do nível de biosseguridade implementado pelos estabelecimentos produtores de genética brasileira, as linhagens avícolas, a transferência de aspectos que permitem desenvolver produtos com qualidade e produtividade” complementou.

Nas exportações de genética bovina, o Brasil tem ampliado o número de mercados importadores de embriões bovinos “in vivo”, embriões “in vitro” e sêmen bovinos. Segundo Marques, o aumento é atribuído aos avanços sanitários das últimas décadas. “Entre os quais destacam-se o reconhecimento pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em maio último, como país livre de febre aftosa com vacinação”, afirma.

“E inclui o melhoramento genético nas raças de origem taurina e zebuína, a consolidação da produção e transferência de embriões “in vivo”, o crescente uso da fertilização “in vitro”, além de investimento feito pelos centros de coleta e processamento de sêmen e embriões em tecnologia e biosseguridade, para atendimento a exigências internacionais”, acrescenta.

O ministro Blairo Maggi ressaltou a importância da Arábia Saudita como parceiro comercial do Brasil. Em 2017, o país importou mais de US$2 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro. Além disso, destacou que a abertura de novos mercados auxilia a diversificação da pauta e contribui para o alcance da meta de 10% de participação do Brasil no mercado mundial de produtos agropecuários.

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