Fruticultura

Balanço do mercado da laranja na região paulista

Cepea também apontou em seu boletim a situação da uva niagara e da banana

20/03/2019 às 16h   |   Por Redação - SBA

Segundo informações do boletim de hortifruti do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), houve um balanço do cenário para algumas das principais frutas produzidas no estado de São Paulo.

Com relação a laranja, a oferta segue escassa no estado, principalmente a de frutas com melhor qualidade. Os produtores têm relatado o encerramento da colheita do tipo pera e as de ciclo tardio, cenário que pode se acentuar nos próximos dias. Por outro lado, o início da produção de precoces da temporada 2019/20 já começou a “frear” o movimento de alta nas cotações da pera.

Foto: Divulgação 

Em termos de demanda por estas frutas, a colheita de laranjas ainda verdes limita o escoamento. No caso da lima ácida tahiti, as exportações estiveram mais aquecidas nos últimos dias, colaborando para o controle do volume interno. Com as chuvas, o desenvolvimento das frutas nas árvores tem se acelerado, abarrotando o mercado de mesa.

Já a banana, tem uma oferta ainda baixa para a nanica e a prata nas regiões produtoras paulistas, reflexo das maiores temperaturas, que adiantaram a safra de nanica na virada do ano. Além disso, a alta dos insumos no ano passado, fez com que alguns produtores diminuíssem os investimentospara este ano. O aumento das precipitações nos bananais paulistas, inclusive, também aumentou os cuidados de produtores quanto à incidência de pragas e doenças.

Sobre o início da colheita da uva niagara na região de campinas. A qualidade da safrinha está superior à das uvas da safra 2018/19, quando as videiras foram afetadas pelo clima chuvoso e pelas temperaturas elevadas na brotação, o que favoreceu episódios de míldio, uma das graves doenças da viticultura.

A expectativa da safrinha, que vai até junho é positiva, mas existe uma apreensão quanto ao clima. É que as chuvas ainda não ocasionaram danos, mas caso continuem volumosas podem ocorrer perdas por podridão e rachaduras de bagas, conforme aproximação do ponto de colheita.

Segundo produtores, a possibilidade de antecipação de colheita não é viável, mesmo que a coloração esteja boa, a retirada precoce pode comprometer o sabor.


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